domingo, 12 de maio de 2019

Dia da Mães 2019

Faaaaaaaaaala meu polvo e minha pova. Hoje é um daqueles textos reflexivos, estilo textão, então senta aí que ele vem e vem com tudo igual a Ludmilla que chega chegando bagunçando a zorra toda.

Mas vamo lá, hoje é dia das mães do ano de 2019. Os anos tem sido cada vez mais difíceis no Brasil que enfrenta uma espécie de recessão econômica desde a Lava-Jato. Eu tenho que ser grato por estar empregado e por estar conquistando o meu espaço no mercado de trabalho, o que é uma das engrenagens da minha família, mas não são todas. Certamente uma das peças mais importantes é a minha esposa que é a mãe da minha filha.

Antes que você me critique devido as minhas comparações estapafúrdias como, comparar família com máquina, lembre-se que é pra prover uma idéia, e não uma comparação de fato. Famílias não são máquinas, e são muito mais complexas do que muitas estruturas abstratas ou concretas.

sábado, 13 de abril de 2019

Humano vs Inseto

Mateus era um cara normal como qualquer outro que possui necessidades fisiológicas. Como Mateus está no século XX ainda não tinha celular a torto e a direito então era particularmente comum que existisse um cesto de revistas perto do vaso onde quem fosse dar uma cagadinha, como ele logo o faria, Poderia simplesmente pegar uma daquelas que certamente já foram folheadas dezenas de vezes para realizar o seu feito. Ou então, é claro, ler o rótulo do xampu.

Era noite, e poucos segundos após ele arrear as calças e sentar no vaso, uma sombra grande de um inseto passa. Ele rapidamente imagina que um inseto pequeno passou muito perto da luz e resolve olhar para o alto para ver o que era. Uma barata gigantesca acabara de entrar no recinto e estava voando aleatóriamente próxima do teto. O jovem rapidamente pegou uma revista e entrou em posição defensiva, pronto para dar um safanão no inseto assim que ele tentasse se aproximar devido a sua vulnerabilidade naquele momento.

quinta-feira, 11 de abril de 2019

Dialetos Peculiares

Duas belas jovens estavam conversando em um ambiente público, porém elas chamavam muita atenção, uma vez que elas proferiam sons bastante curiosos uma para a outra de modo que era ininteligível para as outras pessoas, porém era audível o suficiente para que as outras pessoas pudessem escutar o que parecia ser uma conversa, apesar de essencialmente elas estarem grunhindo e rosnando uma para a outra.

Como se não bastassem os sons particularmente curiosos, ambas os complementavam fazendo gestos com as mãos que também eram esquisitos. Não era como se elas estivessem conversando em libras, mas aparentemente o movimento dos braços parecia fazer parte do código que elas estavam conversando, independente de qual fosse. Ademais, embelezava a conversa delas, que por mais curiosa que fosse, possuia uma certa beleza aquém das próprias jovens.

domingo, 31 de março de 2019

Dá o Play Macaco #67 - Rafinha Bastos

O Rafinha Bastos é um nome já consagrado na comédia brasileira. Só que ele foi bastante além disso depois do CQC. Ele ainda é um comediante e o foco principal dele ainda é o humor, mas ele pegou uma vertente be jornalística e eu achei isso um tanto quanto interessante no Rafinha


Eu geralmente não coloco vídeos muito longos, mas como recentemente o Rafinha fez vídeos bem longos desde que eu comecei a seguí-lo, eu vou deixar apenas esse vídeo aí e vou falar um pouco sobre ele, e porque você deveria seguir o canal dele.

quarta-feira, 27 de março de 2019

Flambarda - A Detetive Elemental #45

- Felipe, vamo explicar isso cozinhando, porque vai dar fome. - Disse Fernanda
- Boa idéia. - Ele disse, levantando-se - Cheguem aqui na cozinha, meninas. - E partiu em direção a cozinha.

Flambarda e Fernanda foram logo em seguida, sem falar muito, ambas se levantaram com alguma dificuldade, sendo que a primeira auxiliou a segunda pois estava em melhor condições para tal. Conforme ia se acostumando com o ambiente, ela passava a prestar mais atenção nas luzes que cruzavam sua visão. Ela já estava tão acostumada com isso que geralmente abstraia e se tornava apenas uma espécie de poluição visual, mas ela gostava de admirar a dança que elas faziam, que era quase como se cada uma daquelas centelhas tivesse vontade própria e estivessem se cortejando perpétuamente. Ela gostava tanto, que esqueceu de ir pra cozinha e foi chamada Fernanda que riu, sem deboche, da admiração da detetive.

- A água ta fervendo, vocês preferem que tipo de molho? - Perguntou Felipe.
- Bolonhesa. - Fernanda respondeu no ato.
- É. Esse não vai dar porque tem que descongelar a carne.
- Ah. Então tanto faz.
- E você? - Ele perguntou a Flambarda.
- Eu? Ah, acho que o molho branco é melhor.
- Beleza. - Ele se dirigiu a dispensa pra pegar os ingredientes necessários e deu a chamada para Brahma. - Vai, explica ai pra ela como as coisas funcionam.

terça-feira, 26 de março de 2019

Aether e Rethea #8

Rethea estava perseguindo Aether, que corria pelo meio da cidade carregando a camisa dela, que era uma camisa social com vários bolsos daquela cor amarela Lamborghini. A região onde eles estavam, porém era majoritariamente residencial, então haviam algumas pessoas na rua, mas por mais que ela tentasse gritar "Pega Ladrão!" ela tinha consciência que pessoas comuns não conseguiriam parar um agente como Aether, mas ela tentou ainda assim, falhando miseravelmente como se esperava.

Sim ela estava correndo só de sutiã, calça amarela aberta e sandália de salto preto pra dar contraste. As unhas também estavam pintadas de amarelo, mas o cabelo estava pintado de um preto bem forte, novamente pela mesma razão das sandálias. Ela puxou uma arma ágilmente que estava presa em um coldre amarrado na coxa. Ela poderia parar para mirar corretamente, mas caso errasse o tiro perderia ele de vista, então arriscou atirar algumas vezes quando não haviam inocentes perto dele. Não adiantou muito pois ela errou o primeiro tiro, então ele passou a ter um padrão de movimento de forma a evitar novos tiros, apesar dela ter tentado ainda umas três ou quatro vezes.

segunda-feira, 25 de março de 2019

Khazad e Seu Boi

Khazad era um cara normal vivendo em um mundo de fantasia medieval. Ele já havia ido a taverna e escutado homens valiosos contando um bando de histórias mirabolantes, mas já viu pessoas capazes de emanar luzes das pontas de seus dedos, mas veja bem, ele era um rapaz normal que fazia agricultura de subsistência. Diferentemente desse bando de gente que fica passando pela aldeia dele, ele só cria uns bois e umas vacas, e vai plantar comida. A barba era grande porque ele tinha preguiça mesmo de fazer a barba apesar de aparar de vez em quando com uma faca, mas ele tinha características físicas boas como todo trabalhador rural.

E, felizmente nunca faltou comida na mesa, ele cuidava dos bovinos e da plantação, a plantação e os bovinos cuidavam dele. O pai ainda estava vivo, porém a mãe já havia morrido devido a uma doença, e o trabalho rural também cobra um preço muito caro do trabalhador, então por uma questão também de sobrevivência, Khazad precisava de um filho para cuidar dele como ele cuida do pai até hoje, a não ser que os ventos do destino o trouxessem algo diferente.

quinta-feira, 21 de março de 2019

Flambarda - A Detetive Elemental #44

Um mundo de emoções transitava pela cabeça de Flambarda naquele momento, e tudo culminava para que tudo fosse uma louca teoria da conspiração onde centrada nela e na Fernanda. O punho direito onde estava a luva agora pegava fogo com a ira da detetive. Felipe, que assistia a cena ficou pasmo ao ver o luvetal na mão direita da jovem pegando fogo e só conseguiu soltar um - Caralho! - enquanto Brahma tentou conversar o mais calmamente possível.

- Ei, abaixa esse punho. Me bater não vai levar a lugar nenhum.
- Responde logo! - Flambarda respondeu quase cuspindo na cara dela.
- Tá bom! Tá bom! Fui eu sim! Fui eu! Fui eu quem...

E quando ela ia terminar, Flambarda socou o chão passando de raspão pela cara de Fernanda. O soco gerou uma pequena onda de choque que de fato foi sentida como um soco, certamente bem mais fraco do que seria se o golpe fosse desferido diretamente. A detetive piscou, como se estivesse voltando a si. A chama da luva se extinguiu conforme ela puxou os braços devagar mas ainda se manteve sobre Brahma, cuja cara estava virada para o lado com os cabelos desarrumados sobre a face devido ao golpe indireto, exercendo dominância.

segunda-feira, 18 de março de 2019

Ausencia de Descrição

Juvenal era um homem montado em um cavalo, quando um golfinho veio voando em sua direção. Ele foi capaz de desviar deixando cair um objeto, mas não percebeu, fazendo-o sair em direção ao tubarão assim que ele desceu de sua montaria. Uma borboleta passou por ele, logo em seguia um grilo, e mais adiante um percevejo. Ignorou todos os insetos pois seu foco era o animal marinho que passara a poucos instantes para que ele pudesse responder duas perguntas: Onde ele está e como ele estava voando?

Ele não sabia nem se o animal havia feito uma curva, mas ele seguiu o mais reto que pode na última direção em que viu o animal passar até que ele chegou em um lago bastante pequeno, ele jogou pedras dentro da água para que o animal viesse a tona, mas nada. Assim que a água acalmou, ele viu no reflexo gerado pela superfície aquosa, que o golfinho estava na verdade sobre uma árvore e se jogou contra o homem derrubando-o no chão do lado de um sapo que saltitou na direção oposta fugindo da situação

sexta-feira, 15 de março de 2019

Polêmica #75 - Mundo Virtual x Mundo Real

Há quem diga que a internet fez as pessoas saírem do mundo real para irem para o mundo digital, e graças a isso as pessoas passam a viver em um contexto de isolamento social. Será isso verdade?


Não, isso não é um Merchandising. Eu não estou recebend nada para isso, mas é que eu adorei essa imagem onde parece que o Android é o dono do mundo. Hu3.

quarta-feira, 13 de março de 2019

Flambarda - A Detetive Elemental #43

As pernas de Flambarda tremiam de medo, bem como a arma em suas mãos, ela nem sabe porquê diabos fez isso mas ela foi e agora provavelmente era tarde demais para recuar, A própria fera parecia um tanto quanto confusa, e por alguma razão latiu um latido de cachorro. Ele parecia querer atacar mas começou a se sentir acuado por tanta gente e resolveu bater em retirada, a detetive soltou um suspiro de alívio mas Fernanda levantou deu um tapinha nas costas de Flambarda e disse.

- É melhor a gente achá-lo, antes que algo saia do controle.

Ela se manteve em silêncio e sabia que se havia uma pessoa capaz de localizar a fera, seria ela porque ela repelia todo o tipo de energia. Enquanto pensava, outras pessoas ajudavam Rain a se levantar. Os druidas rapidamente se juntaram isolando os arcanistas que também se juntaram, mas o líder deles entrou entre todos e se pronunciou:

- Druidas, eu sei que nós tentamos restaurar os malamorfos a todo o custo, mas esse não é um caso comum. A criatura é muito mais feroz e forte do que vocês podem imaginar. Se vocês a encontrarem, abata-a.

quarta-feira, 6 de março de 2019

Descrição Enfadonha

Um objeto de metal reluzente amarelo brilhava sob uma pálida luz lunar que entrava pela cristalina claraboia do edifício fazendo com que os raios luminosos incidentes se organizassem de modo a formar uma fração de cone tendo o chão como referência para a base. O chão cinzento era justamente a superfície sobre a qual esta lâmina estava sobreposta, porém o contraste dar cor metálica, gerando um tom quase prateado, permitia que um observador distinguesse as duas entidades.

A espada possuia um cabo que parecia ter sido feito com todo o cuidado por um artesão bastante carinhoso, que provavelmente além de artesão era um excelente pai, ou mãe, uma vez que não é possível distinguir o sexo de um artesão apenas olhando para o trabalho feito, Os datelhes da parte na qual a espada era ou seria empunhada, eram pequeninos hieroglifos e terminavam em um bojo assimétrico, o qual parecia ter sido desenhado para que uma mão se encaixasse ali exatamente por um lado específico.

domingo, 3 de março de 2019

Flambarda - A Detetive Elemental #42

- Interessante. - Disse Rain. - Você tem fibra, garota, formidável.
- Huhuhuhu... Hahahahahahahaha! - Fernanda ria descontroladamente. - E então, o que você vai fazer agora, Rain?
- Agora é hora de vermos quem é melhor.

Rain era um homem de uma idade avançada mas era assustadoramente rápido, Flambarda via as luzes convergirem para os dois que inciaram uma briga no mais puro estilo anime, só que com um nível de destruição sensívelmente menor. Ela desempunhou a arma, pois ela sabia que naquele passo o melhor a fazer seria se afastar pela sua própria vida. Ela deu a volta e correu até Rodney e o guarda, e os pegou pelo braço.

- Flambarda! O que você tá fazendo!? - Disse Rodney, acompanhando-a.
- Eu não sei, mas eu não quero ficar pra ver isso. Vai sobrar pra gente.
- E se o Rain perder!?
- Então ele mereceu. - Flambarda falou, rispidamente.

domingo, 24 de fevereiro de 2019

Flambarda - A Detetive Elemental #41

- O que você quer!? - Flambarda armou uma base de luta nada a ver.
- Eu quero conversar com você sem o Rain por perto.
- E aí precisava daquele show todo em Botafogo!?
- Eu precisava te testar, vai.
- Desembucha.
- Primeiro, pode desarmar a base, você sabe que não vai me vencer não sabe? - No fundo Flambarda sabia, mas foi completamente instintivo.
- Tá. Se você quisesse já tinha me matado mesmo. - Ela disse baixando a guarda.
- Muito bom! Agora vamos conversar como meninas civilizadas! Tô doida pra entrar nesse museu! - Ela falou, como se subitamente fosse a melhor amiga da detetive.
- Cê tá bem?
- Anda logo!

Assim que Brahma chamou Flambarda, ela também a puxou pelo braço quase que arrastando-a para dentro do museu. O que muito confundiu a cabeça da jovem pois era quase como se ela estivesse recebendo a alabarda de graça sem nenhum desafio de fato, que era o que ela esperava. A energia prateada e vermelha da desconhecida agora vibravam eufóricas, como se ela realmente estivesse ansiosa pra lidar com a situação, enquanto elas largavam Rodney desmaiado no terminal vazio.

sexta-feira, 22 de fevereiro de 2019

Frases Marcantes #8

"Cê tá pensando que quando eu chego em casa eu desligo?" - Quem me contou essa foi um professor quando eu ainda estudava na federal de quimica, ou CEFETQ. O contexto era bastante interessante. Eu estava comentando com outra pessoa sobre uma banda de metal, pois era a musica que eu mais ouvia naquela época, e esse professor não só era metaleiro como também era motociclista. Honestamente, na minha vida de aluno eu nunca pensei que um professor poderia também ser essas coisas. Eu tenho que admitir que foi um choque.

Isso me fez reletir por um tempo e eu tenho certeza que foi a frase que mais me deu um lampejo de empatia. Eu tenho noção de que minha empatia é zero, eu sou quase tão empático quanto um psicopata, mas eu parei e pensei em todas as outras pessoas a minha volta que realmente iam fazer alguma coisa quando voltavam pra casa e eu nunca parei pra pensar nelas dessa forma. É claro que algumas ainda conversavam comigo de noite, mas eu nunca imaginei o quanto isso era significativo, nem pra mim, nem pra elas.

E é fato que em grande parte eu ainda penso assim, porque quando eu vou pra casa eu troco completamente de contexto. Eu estou em casa, com a minha familia, se eu já não tenho problemas o suficiente dentro desse ambiente, eu realmente não quero pensar em qualquer outra coisa que não seja o meu universo.

Só que se você olhar o outro lado da moeda, a maioria das outras pessoas também é assim. Quando elas chegam em casa elas trocam de contexto e o resto do mundo desliga pra elas. Elas tem seus próprios problemas e universos para lidarem e certamente não estão nem um pouco afim de compreenderem que lá fora tem muita gente que certamente não desligou.

A conclusão é de que o mundo é certamente muito pouco empático e talvez fosse um lugar melhor pra se viver se nós fossemos capazes de pensar um pouco melhor a vida de pessoas pelo menos um pouco mais próximas de nós, mas será que nós temos poder de raciocínio suficiente pra fazer isso tudo sem quebrar?

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2019

Flambarda - A Detetive Elemental #40

- Temos uma hora até o ônibus sair. - Disse Flambarda. - Quer comer alguma coisa?
- Pode ser. O que você sugere?

Flambarda foi direto ao Bob's sem pensar duas vezes, independente da fila, apesar do Bob's nunca ter muita. Ela pediu um trio Big Bob's e um maltine grande porque ela ia precisar aturar muita coisa nesse dia e ela queria estar o mais carregada de fast food o possível. Rodney preferiu pegar algo rápido no Spoleto, pra fingir que era saudável, mas nem pra pôr palmito no molho. Sentaram-se na mesma mesa, deram sorte de conseguir uma porque geralmente a rodoviária fica lotada.

- Bob's, Flam?
- Na falta de BK vai de Bob's mesmo. - Disse ela, devorando o Big Bob's
- Mas não é ruim?
- Cara, não é ruim, mas os sabores não são iguais aos dos concorrentes, né? Talvez seja uma questão de marketing e as marcas do Mc e do BK tenham muito mais influência, mas o fato é que eles nunca vão bater esse milkshake aqui. - Ela disse, batendo no maltine grande.
- Cê vai morrer cedo.
- Acredite, a última coisa que eu quero é morrer tarde.

domingo, 17 de fevereiro de 2019

Polêmica #74 - Sobre Liberalismo Econômico e Recursos

Eu sempre fui um cara mais a esquerda do que a direita. Minha juventude foi acompanhando mais movimentos de esquerda do que de direita, mas eu tenho sempre tentado seguir o caminho mais central.


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E bom eu gosto um pouco de discussões políticas, e recenemtente eu tenho pensado muito num argumento que é muito usado pelos dois lados, um para exaltar o outro para qualificar a esquerda, que é relacionado ao quanto as pessoas ganham, e um pouco de igualdade social.

quarta-feira, 13 de fevereiro de 2019

Flambarda - A Detetive Elemental #39

- Flambarda, acorda.

Nenhuma reação

- Anda filha, o almoço ta na mesa.

Flambarda se remexia para lá e para cá na cama numa tentativa fútil de se esquivar ou até mesmo repelir a sua mãe, só que ela acabou acordando de qualquer forma jogando o lençol para o lado num gesto brusco, e foi ao banheiro pra se aliviar antes de ir almoçar conforme sua mãe havia chamado. Ela olhou pra mão direita novamente e lá estava a maldita luva que começou isso tudo. Assim que ela sentou no vaso ela teve um momento de introspecção.

"E cá estamos nós novamente. Essa maldita luva que virou a minha vida de cabeça para baixo, mas se você começou tudo isso, será que você também não é a chave pra terminar tudo isso? Eu tenho que assumir que até agora foi a ínica coisa que eu não tentei."

Ela saiu do banheiro confiante de que esse seria um dia diferente, ela escovou os dentes, colocou aquela roupa padrão, pôs a mochila, olhou o relógio e viu que já eram 13h e que não ia dar pra chegar na faculdade a tempo, o que arrancou o seu ânimo fora. Ela até tentou não transparecer as emoções mas ela percebeu que não foi possível assim que chegou na mesa para o almoço e recebeu a pergunta de sua mãe

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2019

Flambarda - A Detetive Elemental #38

E para a surpresa de Flambarda, quem estava lá era o professor Elimar Caetano estava lá, o que causou uma reação mista de conforto e insegurança. Ele realmente não transpirava nenhuma forma de hostilidade, mas como diabos ele entrou em casa, mas ao passo que ela se perguntava, parecia que ele estava lendo a mente dela.

- Está tudo bem, sua mãe me deixou entrar.
- Mas o que...
- Eu vim conversar com você. Podemos ir até a cozinha?
- Eu... não sei...
- Mas você sabe que é a melhor escolha a ser feita, não sabe?

Ela cogitou por um tempo - "Oras, eu não sei quem esse cara é exatamente. Eu lembro que eu o vi lá na SDRJ. Isso significa que ele também sabe coisas sobre druidas e que por mais que aparente ter uma idade avançada, ele deve ser capaz de me derrubar sem problemas e até agora não o fez. Eu não tenho como passar por ele. Ele está completamente certo, é o melhor a fazer." - e logo assim que saiu de seu momento estático ela voltou. - "Pera, como é que eu fiz isso?"

terça-feira, 29 de janeiro de 2019

O Tatuador de Shinsekai

"Toda tatuagem tem uma história, mas o que poucos sabem é que toda história tem uma tatuagem."

Essa era a frase preferida de Kusanagi, o tatuador de Shinsekai. Seu estúdio de tatuagens humilde estava de pé há 20 anos. Muitos clientes vinham de diversas partes do mundo apenas para se tatuar com ele. Boa parte do pagamento dele também era advindo de Yakuzas, que também aproveitavam o serviço para lavar o dinheiro fazendo dele alvo de corrupção passiva, mas honestamente, ele não estava nem aí, o que ele queria fazer era tatuar, e através das tatuagens, contar as histórias.

O problema era que conforme o tempo ia passando, a sua filosofia aos poucos ia se transformando em loucura, ele era um japonês mediano, do tipo que você vê nas ruas de qualquer outro ponto de Osaka. Quem imaginaria que ele começaria a saquear cemitérios? Na calada da noite, com a ajuda de alguns funcionários do necrotério local, Kusanagi começou a exumar corpos, e tatuá-los, com o único propósito de tatuá-los.

segunda-feira, 21 de janeiro de 2019

Flambarda - A Detetive Elemental #37

- Ok, mas como é que eu ia te explicar que eu arrumei uma luva mágica que solta fogo sem você rir da minha cara?
- Assim ó: - Ela fez um gestual debochando da filha. - "Mãe, eu arrumei uma luva mágica que solta fogo. Pode me ajudar?"
- Tá de sacanagem né? Como é que eu ia adivinhar que você sabia dessa loucura toda?
- Você devia desconfiar desde que seu nome é Flambarda.
- Como assim?
- Senta que la vem textão. - Disse a mãe, colocando o livro de Wuxing no lugar e apontando para fora da biblioteca.
- Que que tem la fora?
- Você não quer mesmo ficar conversando dentro da biblioteca, quer?

Flambarda inchou as bochechas, estava levando bronca da própria mãe em um ambiente onde ela deveria ter a vantagem! Jéssica, a mãe de Flambarda parecia particularmente calma mesmo depois de ter sido raptada, quase como soubesse que seria resgatada em pouco tempo. - "Até onde minha mãe sabe dessas porras!?" - Ela pensava, conforme ambas iam se deslocando para uma sala onde haviam muitas mesas e cadeiras, mas estava curiosamente estava vazia.

Jéssica estava no seu habitual. Diferente da filha ela não era tão alta, e o trabalho pesado a fez ganhar ombros largos e braços razoavelmente grossos que se destacavam na camisa rosa sem mangas surrada de ficar em casa. Ela estava usando shortinho simples sem muita firula que exibiam suas pernas e chinelo havaianas todo florido. O cabelo estava desgrenhado depois de ir pra lá e pra cá sem ter tido a oportunidade de pelo menos penteá-lo, não era a coisa mais lisa do mundo mas faziam cachos selvagens até um pouco abaixo do ombro. Sua cor de pele mulata e seu cabelo negro mostravam que a sua origem tinha um pé na África.

sábado, 12 de janeiro de 2019

Frases Marcantes #7

"Nós sabemos pensar usando abstrações" - Essa frase foi dita pela minha orientadora do TCC quando eu estava fazendo a matéria que definiu qual seria o tópico do trabalho. A matéria era sistemas distribuídos e apesar da parte prática da matéria pouco ter a ver com o que foi apresentado, a parte teorica fundamentava muito bem e permitiu que eu fosse até o próximo nível para de fato programar a coisa toda. Foi bastante divertido, mas a frase em si não tem nada a ver com o TCC, e sim com o fato de que Cientistas da Computação são, teoricamente, bons em pensar usando abstrações.

Faz um certo sentido uma vez que um cientista da computação nada mais é que um matemático que não tava afim de estudar as outras áreas mais nobres da matemática e gosta de resolver as coisas mais na força bruta. A computação não é uma matemática muito bonitinha. Na verdade a idéia da computação é resolver um problema se valendo da solução de um problema mais simples. Há quem diga que não haveria computação se não houvessem relações de recorrência. Relações de recorrência, de uma forma bem grossa, é mais ou menos isso aí: você sabe resolver um problema em um caso específico, daí você pega isso e usa pra tentar generalizar.

quarta-feira, 9 de janeiro de 2019

Hookshot

Tem momentos na vida, que as pessoas parecem que foram lá no Zelda e pegaram isso.


Porque te pega e te puxa. Apesar do Link usar isso pra chegar perto das coisas, na verdade.

quarta-feira, 2 de janeiro de 2019

Flambarda - A Detetive Elemental #36

- Aaaaaaaaah que soninho bom, ta escuro, deixa eu ver que horas são. - Ela pega o celular. - Duas horas da manhã!?

Flambarda olhou no celular uma série de notificações de Bibi e Sofia querendo saber o que aconteceu. Ela respondeu agora, sobre o que havia ocorrido no metrô de Saens Peña mesmo sabendo que não ia ter resposta a essa hora. Ela só queria comer alguma coisa e voltar pra cama já que não ia ter a oportunidade de falar com a mãe a essa hora. Ela estava com a mesma camisa preta com a qual havia saído ontem, mas estava só de calcinha porque ela não é nem maluca de dormir de calça jeans. Quando chegou na cozinha observou que não tinha pão. Era como se sua mãe não tivesse passado em casa. O bilhete que ela viu mais cedo ainda estava lá e ela parou pra ler.

"Puta que pariu, tu é preguiçosa mesmo hein? Nem pra ler a porra de um bilhete! Enfim, pegamos sua mãe e queremos que você venha sozinha até a praça Saens Peña de madrugada. Se você puder fazer esse favor para nós, ficaremos muito agradecidos."

"Mas que porra de bilhete é esse?" - Flambarda perguntou. - "E o cara ainda escreve uns garranchos horríveis! Nem pra digitar no Word!" - Depois de reclamar, ela foi averiguar se a mãe dela realmente estava no quarto, e para seu desespero ela realmente não estava. - "Ok. Agora Fudeu."