sábado, 22 de dezembro de 2018

Aether e Rethea #7 - Natal Explosivo

Um papai noel estava no shopping para que as pessoas pudessem tirar foto na época de natal, mas ele estava um tanto quanto diferente, ao invés de ficar sentado no trono do shopping, este fazia questão de passear e tirar as fotos conforme as pessoas pediam, sempre acompanhado de uma mamãe noel que batia as fotos numa polaroid e as entregava para as pessoas. O marketing estava bom para o shopping e ele estava fazendo isso de graça, afinal era Aether esperando o próximo ataque de sua algoz.

Ele sabia que ia ser no shopping, mas ele não sabia onde. Ele olhava bastante para as pessoas e isso era bastante incomum para um papai noel. Algumas pessoas realmente não se importavam enquanto outras realmente achavam isso bastante estranho. Ele estava mais focado em imaginar quais seriam os pontos mais prováveis de ataque de Rethea. A sua suposição inicial era que ela atacaria uma joalheria, ou talvez uma loja de roupas ou bolsas de grife, mas ele também sabia que tudo isso poderia ir por água abaixo porque ela era aleatória o suficiente para tal.

domingo, 16 de dezembro de 2018

Frases Marcantes #6

"What did you expect? Some Tyto alba with gleaming armor and battle claws, the moon rising behind him? Well, this is what it looks like when you've actually fought in battle. It's not glorious, it's not beautiful. And it's not even heroic. it's merely doing what’s right. And doing it again and again, even if someday, you look like this."


Eu copiei essa do original em inglês de um dos meus filmes favoritos. "The Legend of the Guardians - The Owls of Ga'Hoole". Eu não gosto de chamar esse filme de "A Lenda dos Guardiões" porque esse titulo se repete demais. De qualquer forma, esse é um dos melhores filmes que eu já vi. É uma animação mas eu admito que os melhores filmes que eu vi foram animações. O trecho extraído é o momento no qual um veterano de guerra discursa para um jovem. A tradução livre é algo mais ou menos assim:

domingo, 9 de dezembro de 2018

Aether e Rethea #6

- Retheaaaaaaaaaaaaaaaa! Cadê você!? - Dizia Aether dento de um estacionamento abandonado.
- Eu to aquiiii-iiiiii! - Ela respondeu com uma voz de deboche que ecoava pelo local.

Aether estava carregando apenas uma magnum e estava sem cartuchos, mas felizmente a arma estava completamente carregada, então ele tinha seis tiros apenas e ainda precisava dar um jeito de atirar nela sem eliminá-la, o que seria particularmente difícil porque Rethea tinha facas, uma AK-47, alguns cartuchos de munição, e, do jeito que era, estava disposta a utilizá-los. Ele havia acabado de chegar ao local perseguindo sua algoz, que parece ter armado o plano perfeito para finalizá-lo.

Ele andava devagar, procurando fazer pouco barulho, analisando o ambiente friamente. Ele precisava descobrir quais rotas de fuga haviam porque seria possível que ela escapasse de diversas formas. Considerando o histórico dela, uma parede reforçada poderia mais tarde ser aberta com uma facilidade que fariam os engenheiros se perguntarem se estão utilizando a técnica correta para levantar os edificios, mas ele precisava encontrar essas rotas até para a sua própria segurança, ate porque, conforme se esgueirava para trás de um carro, ouviu diversos tiros seguido de um xingamento.

sexta-feira, 7 de dezembro de 2018

Flambarda - A Detetive Elemental #35

Todos menos Paulo. O homem olhava a cena estarrecido. Ele mesmo não esperava que ela fosse capaz de fazer tal feito porque ele com seus 1,75m e vida bastante regrada de academia provavelmente não seria capaz de fazer isso. Em contrapartida, Flambarda olhava para o saco de areia estatelado no chão sem as correntes que o prendem, sem acreditar muito no que havia feito. Depois de cerca de uns dois minutos olhando a situação ela despirocou.

- Aeeeeeeeeeee! - Ela disse socando no ar. - Porra! Uhuuuuuuuuuuuuuuuuuuul! - Fazia dancinhas de conotação sexual. - Quem é a mamãe!? Hã!? Quem é a mamãe!? - Ela fazia aqueles gestos de rapper com a mão. - Sou eu, modafoca! - Obviamente ela atraiu a atenção da academia toda novamente.
- Meus parabéns! - Dizia Paulo se aproximando batendo palmas lentas. - Eu nunca vi alguém bater com tanta vontade assim em um saco de areia.
- Honestamente, nem eu! - Ela parecia de certa forma feliz.
- Geralmente a gente não faz isso porque quem faz isso tem que comprar um novo.
- Ta de zoa? - A alegria de Flambarda ja ia por água abaixo.
- Nops.
- Ah, cara! Não posso nem... - E foi interrompida
- Mas eu falei pra você que ia resolver isso, não falei?
- Sério mesmo? - O rosto dela se iluminou como se um raio de esperança batesse em sua face.
- Vou. - Ele disse com uma cara de "Tá tranquilo."
- Ai! Brigada, brigada, brigada! - E tascou-lhe um beijo na bochecha.
- Erm... Ok.
- Ah sim! Você prometeu que eu podia pedir quase qualquer coisa.

terça-feira, 4 de dezembro de 2018

Flambarda - A Detetive Elemental #34

João concedeu passagem para Flambarda, indicou para ela se sentar em uma cadeira enquanto ele ia buscar um copo d'água. Ela já cometera um desacato hoje e certamente seria capaz de cometer um segundo, mas, apesar da forma estranha com a qual o policial a abordara, ela sentiu uma certa serenidade, talvez porque não viu suas energias agitadas como a do outro agente de segurança, ou talvez fosse só impressão. O que quer que fosse, ele já havia voltado, servido um copo d'água para ambos, e ela precisava parar de pensar nisso.

- Então, me conta aí o que que aconteceu. - Ele disse, pegando um bloco e uma caneta para anotar.
- Bom... - Ela estava meio sem jeito. - ...Acontece que... ...Eu achei que eu estava sendo estalkeada, mas aí... Vapt! Eu fui lá e descobri quem era! Ele tentou correr mais eu o impedi e joguei ele no chão e aí o celular dele voou, e eu voei em cima dele pra ele não pegar o celular e aí o guardinha do metrô chamou a gente e liberou o stalker.
- Ok. Acho que já sei o que está acontecendo.
- Como assim!?
- Você deveria tentar usar mais o cabelo solto. - Disse ele, mostrando um mini retrato desenhado mal feito dela.
- Ah! Tá de sacanagem! Porra! Eu achando que você tava falando coisa séria! - Ela disse, se levantando.
- Espera! Espera! Foi mal. Desculpa a brincadeira, na verdade eu quero te ajudar a achar o celular. Você lembra alguma coisa?
- Ah, eu só lembro da cara do stalker. - Ela se virou e então sussurrou. - Japa filho da puta. - E se virou novamente para o policial.
- Nada mesmo? Roupa, altura, a energia que ele emanava...
- Que!?

domingo, 2 de dezembro de 2018

Flambarda - A Detetive Elemental #33

O celular apitava escandalosamente, pelo menos era assim que Flambarda escutava, porque estava no mesmo volume que ela sempre deixava, ela só não queria acordar pra lembrar que seria mais um dia maluco cheio de bizarrice. Ela só queria ficar deitada na cama de bunda pro alto sem lembrar que existia, só que pelo visto, só a Bibi já tinha ligado umas 10 vezes. Na 11a. Flambarda resolveu atender já xingando.

- Me deixa dormir, sua puta! - A voz rouca de sono combinados com mal humor temperaram a frase.
- Puta é teu futuro se tu não vier pra faculdade agora! - Bibi devolveu.
- Faculdade é o caralho! A vida não tem sentido! - Flambarda dizia enquanto esfregava a cara. - Eu quero mais é que tudo se foda!
- Se você perder essa prova, eu vou aí mesmo, queira a Sofia ou não, enfiar alguma coisa bem grande na sua bunda!
- Ótimo! E eu espero que você me rasgue logo de uma vez pra ver se eu vou embora desse mundo sem sentido!
- Quanto amor, hein? - Disse Sofia, falando por cima do ombro de Fabiana.
- Enfia o amor no cu, Sofia.
- Você vem ou não vem? - Perguntou Bibi.
- Eu vou pra essa merda. Já acordei mesmo. Se é pra se fuder, vamo se fuder direito. - Ela disse e desligou o telefone.