domingo, 3 de março de 2019

Flambarda - A Detetive Elemental #42

- Interessante. - Disse Rain. - Você tem fibra, garota, formidável.
- Huhuhuhu... Hahahahahahahaha! - Fernanda ria descontroladamente. - E então, o que você vai fazer agora, Rain?
- Agora é hora de vermos quem é melhor.

Rain era um homem de uma idade avançada mas era assustadoramente rápido, Flambarda via as luzes convergirem para os dois que inciaram uma briga no mais puro estilo anime, só que com um nível de destruição sensívelmente menor. Ela desempunhou a arma, pois ela sabia que naquele passo o melhor a fazer seria se afastar pela sua própria vida. Ela deu a volta e correu até Rodney e o guarda, e os pegou pelo braço.

- Flambarda! O que você tá fazendo!? - Disse Rodney, acompanhando-a.
- Eu não sei, mas eu não quero ficar pra ver isso. Vai sobrar pra gente.
- E se o Rain perder!?
- Então ele mereceu. - Flambarda falou, rispidamente.

Depois de correr um bocado com eles para longe do terminal, sem saber exatamente para qual direção estava indo, ela parou e se virou. As luzes continuavam dançando, naquela área, mas a detetive começou a temer o padrão que ela já vira diversas vezes. Onde as luzes ficavam escassas, um tipo de energia diferente se formava. Ela já tinha visto isso antes e ela sabia o que ia acontecer. Ela precisava pensar em algo, mas o que fazer?

- Ei Flam. - Disse Rodney.
- Oi. - Ela respondeu.
- Que que cê tá vendo?
- Eu tô pensando em um jeito de evitar uma catástrofe, se você não for acrescentar então cala a porra da boca.
- Ah, desculpa.

"Ok, vamos lá. Aqueles dois estão brigando ali do lado do museu. O que não falta é coisa em volta, se ao menos a gente pudesse evitar que eles atraíssem essas luzes. Talvez se a gente conseguisse pegar essa energia e espalhar e volta a gente poderia minimizar o impacto. Talvez..."

- Rodney, você consegue ver essas luzes indo de um lado para o outro? - Flambarda perguntou.
- Que luzes?
- Ok... Você consegue sentir e canalizar os elementos?
- Sim, isso eu... - Mas a detetive o interrompeu.
- Ótimo, então nós temos um trabalho a fazer. Nós iremos circundar o perímetro relativamente longe de onde eles estão capturar toda a energia solta e lançá-la para longe deles.
- E se elas voltarem?
- Daí fudeu, Rodney. - Ela se virou para o funcionário do museu. - Você também! Vai com ele e faça a mesma coisa, fique parado em um lugar seguro se for o caso.
- E você, Flambarda!?
- Eu vou fazer a mesma coisa só que pelo outro lado.

"Essa quantidade de energia certamente vai atrair druidas e arcanistas. Se eles pelo menos notarem que essa energia precisa ser dispersa, mesmo que aos poucos... Eu espero que dê certo..."

Assim fizeram conforme planejado. O perímetro era particularmente longo pois envolvia dar a volta no museu todo, e foi exatamente como a detetive havia imaginado, pessoas foram naturalmente atraídas pela quantidade de energia, e algumas poucas conseguiram perceber os movimentos de Flambarda e Rodney, os pararam para entender o que estava acontecendo e começaram a fazer a mesma coisa, até um momento que o movimento elemental parou. Cerca de umas 30 pessoas foram até aquele ponto de convergência para o ver o que estava acontecendo.

E lá estavam Fernanda e Rain. Fernanda estava em posição de submissão com seu braço prestes a ser deslocado, e Rain a segurava firmemente para que ela realmente não deslocasse o próprio braço e fugisse dali, as pessoas olhavam atônitas, até que a detetive deu um passo a frente.

- E agora? - Flambarda perguntou a Rain.
- Eu venci.
- Você tomou é no cu. - Fernanda retrucou.
- Como assim? - Nesse momento o celular de Rain tocou.

Todos se entreolharam. Um estranho silêncio ecoou como se todos estivessem esperando que ele atendesse aquela ligação.

- Vai, atende. - Disse Fernanda, mas seu algoz nada fez. - Eu não vou a lugar algum.

Rain lentamente soltou Brahma, que aos poucos se recompunha, estava ainda de joelhos, parecia bem mais exausta que ele, mas estava solta. O celular já havia parado de tocar mas voltou logo em seguida, certamente a ligação era importante.

- Alô.
- Rain! Problemas!
- O que houve!?
- O Gerson virou malamorfo e conseguiu assassinar uma pessoa.
- Putz, e a luva?
- Não sei que fim levou...
- Ok. Eu falo com você mais tarde. - Ele desligou o telefone foi até Brahma e a levantou pelo colarinho. - Você armou isso não foi!?
- O que? O malamorfo que está por vir. De certa forma sim.
- Que malamorfo!?

Uma criatura saiu dos rios que cortam as ruas em frente ao museu imperial e tinha uma forma completamente diferente de tudo o que Flambarda vira até agora. Ele era negro e roxo, e possuia uma neblina que envolvia o seu corpo que certamente não era humano, mas parecia um lobo faminto e raivoso bastante grande. Os druidas e os arcanistas começaram a canalizar energia para enfrentar essa criatura.

Mas foi em vão, a criatura atacou e lançou os primeiros para longe, que rolaram pelas ruas. Outros até acertaram a criatura, porém ela revidava e os lançava para longe ou os arranhava com suas garras. Os arranhões pareciam doer pois os gritos eram de dor mas não deixavam marca alguma nas pessoas. A detetive estava em pânico e não sabia o que fazer, até que Rain decidiu agir. - Afastem-se! - Ele gritou, e assim que as pessoas se afastaram ele passou a duelar contra a criatura. Flambarda ajudou Brahma a se afastar.

Ela atacou com as patas e o homem se esquivou, se esquivou de uma dentada mas uma terceira patada o acertou, lançando-o para longe. Ao ver isso, Brahma criou um ímpeto e disparou contra a fera desferindo um soco potente no corpo da criatura, repelindo-a e evitando um próximo ataque contra Vishnu, mas ela acabou sendo golpeada pela criatura logo em seguida. Já ele conseguiu dar mais um golpe, este no focinho do lobo, que revidou com algo muito parecido com um coice. O alvo o lobo agora parecia ser Brahma.

"Seu pai teve uma visão."

Então a própria Flambarda, de um súbito invocou a alabarda e se colocou, com uma velocidade que ela nunca imaginou ter na vida entre Brahma e o lobo, apontando a arma na direção dele.

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