terça-feira, 30 de outubro de 2018

Flambarda - A Detetive Elemental #31

Os olhos da jovem se abriram num movimento repentino. O teto não era nem um pouco similar aos tetos que ela conhecia, o que só contribuiu para o seu nervosismo e fez com que ela erguesse seu tronco em um movimento abrupto e olhasse diretamente para uma outra pessoa que estava dormindo no mesmo recinto. Ela olhou em volta como quem procura reconhecer o ambiente onde está, e parecia um quarto de hóspedes. Ela estava deitada em uma cama, que parecia ser particularmente confortável e havia outra a esquerda, do outro lado do local. Tinha até mesinha de cabeceira o que fazia parece bastante até com um hotel.

O homem que dormia estava sentado acomodado de uma forma muito peculiar em uma pequena poltrona, com uma perna sobre um dos braços do objeto, com o corpo particularmente curvado e um de seus braços apoiado pelo cotovelo que se suportava no outro braço da poltrona fazendo apoio para que ele não caísse para o outro lado. A figura parecia particularmente familiar, demorou um tempo até que ela fizesse as associações mas ela foi capaz de reconhecer que aquela criatura era o Xiao. Se Xiao estava lá, seria essa a casa dele?

Ninguém se deu o trabalho de mudar as roupas dela, que estavam bastante rasgadas e surradas, mas a mochila dela curiosamente estava lá e quase intacta, todavia bastante encardida, jogada no pé da cama. Ela tentou se aproximou da forma mais calma que conseguiu da mochila para alcançar seu celular que ainda estava lá. O grupo do whatsapp tinha meia dúzia de mensagens, e haviam duas ligações de sua mãe. Eram 20:48 da noite.

terça-feira, 23 de outubro de 2018

Dá o Play Macaco #66 - Kara Comparetto

Quem gosta aí de música de video game tira o pé do chããããããããoooooooo!


Não, mentira, ela é pianista. Pode relaxar.

Flambarda - A Detetive Elemental #30

- Você é o primeiro homem que vê uma mulher com roupas rasgadas e outra de pijama e pede pra elas colocarem roupas. - Provocou Sofia.
- Ok, criança. Agora você me pegou... - Rain respondeu.
- Tá. Pera aí, tem muita coisa errada. - Flambarda interrompeu, soltando Sofia. - Que porra foi essa? Quem é aquela mulher? Como é que você veio parar aqui? Como é que não tem ninguém nesse lugar mesmo com essa porra dessa fissura aqui?
- Uma coisa de cada vez, criança.
- Teu cu! Tu vai me explicar tin-tin por tin-tin e vai ser agora! - Disse Flambarda, pegando o baixinho pela gola com a mão esquerda e elevando a direita ameaçando dar um soco.
- Tem certeza, criança? Você sabe que isso é completamente irracional, não sabe?
- Sei, mas se tem algo que eu sempre quis fazer é isso.

E Flambarda, apesar da situação, desferiu o soco diretamente nele que caiu um pouco para trás de costas no chão. Ela sentiu dor na mão de tanta força que usou, não lembrava de ter dado um soco em qualquer coisa com tanta força desde que quebrou a mão no banheiro, e por isso ela balançava o punho direito, e fazia aquele exercício clássico de abrir e fechar a mão. Rain, por outro lado se levantava como se não houvesse sentido dor ou dano nenhum.

domingo, 14 de outubro de 2018

Frases Marcantes #1

"Você é muito egoísta!"

Eu lembro dessa frase muito bem na minha mente. Eu era um garotinho e devia ter 2 pra 3 anos. Mas se alguma frase marcou a minha vida, foi esta.

Eu realmente não lembro quase nada, do meu passado, mas esse eu lembro, nitidamente, todo o contexto que fez a frase ser essa coisa toda. Eu não sei exatamente porque, mas eu lembro que eu sabia que existia dinheiro e sabia que as coisas mais legais vinham com ele. Eu escutei essa frase no meu aniversário, logo depois de rejeitar abertamente um monte e presentes feitos artesanalmente e ainda assim, por ser o caçula, as pessoas fizeram todo o possível pra atener o eu desejo de querer uma coisa comprada.

E hoje eu vejo que a gente precisa de dinheiro, mas que há coisas muito mais valiosas.

sexta-feira, 12 de outubro de 2018

Flambarda - A Detetive Elemental #29

- E como você vai fazer? - Perguntou Sofia.
- Eu só... - Dizia Flambarda tentando se debater apesar de estar presa. - Preciso... Mexer meus... Braços... e.. ARGH!
- Desculpa, Flam... - Sofia estava realmente triste, quase que em ponto de chorar. Flambarda viu por um instante a energia de Sofia se apagando e reagiu desesperadamente, tirando forças sabe-se lá de onde.
- Acorda, Sofia! - Ela disse, se debatendo.

Se debateu tanto que o braço direito dela soltou mas como se o chão tivesse quebrado pra baixo, e então ela fez força com o ombro esquerdo, pra se impulsionar para a direita pra se equilibrar evitando a queda, mas o momento de ação fez com que as energia de sua amiga voltassem e ela voltasse a si.

- Não é hora de chorar agora. Se você não me ajudar, a gente não sai daqui.
- E como a gente vai sair?
- Bom... eu estou te segurando, você vai me usar pra achar um ponto de apoio.
- Cê tá maluca!?
- Cala a boca e me escuta. - O tom de voz de Flambarda já estava mudando, mas agora estava de uma seriedade que Sofia nunca havia visto antes.

sexta-feira, 5 de outubro de 2018

Flambarda - A Detetive Elemental #28

- Como assim, Flam?
- É... Ta meio estranho... Geralmente elevadores são bem abafados e não se escuta muita coisa de dentro deles. Mesmo eu e a Bibi tendo gritado só você veio ver o ocorrido.
- Como assim, Flam? E aqueles outros dois?
- Eles são druidas também. Eles eu imagino a capacidade de sentir os elementos, mas você...
- Ah Flam... Fala sério. Com o tempo que vocês demoraram pra aparecer na janela...
- Eu honestamente não acredito que você foi pra janela porque nesse sentido você é igual eu e a Bibi. Certamente foi pro banheiro. - Flambarda interrompeu.
- Droga... Não me faz contar aquilo que eu não quero...
- E nem vai precisar. - Disse uma voz feminina entrando no saguão do prédio onde elas conversavam.

Uma mulher um pouco menor que a detetive entrou no recinto. Ela tinha metade do cabelo vermelho fogo e a outra metade prateada e elas se enrolavam numa trança no mais puro estilo Elsa. A jaqueta vermelha lembrava muito a do Terry Bogard, sendo que ela usava camisa, calça jeans e luvas cinza, além de um tênis all-star vermelho. Ela era semi-tábua, e não possuía nenhum outro atributo exuberante exceto pelo fato que o rosto fino que parecia indicar uma descendência oriental, parecia perfeito, e seus olhos tinham uma coloração cinza.