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domingo, 23 de março de 2025

Flambarda - A Detetive Elemental #94

A hesitação de Sofia, foi o necessário para que Entrenós conseguisse pegar Flambarda pelo pé, por mais que Fabiana tivesse tentado atrasá-lo. Então, no movimento mais contra-intuitivo o possível, ela jogou a mochila que segurava para longe da confusão, abaixou, e pôs as mãos na terra, olhando para baixo. Bibi, obviamente, ficou puta.

- Caralho, Sofia! Cê vai rezar agora!?

O algoz da detetive se aproximou dela e a jogou escada abaixo, e ela caiu o melhor que pôde, o que não foi exatamente muito bom, com uma dor maciça no momento do impacto que debilitou seus movimentos por algum tempo. Ele caminhou e pegou sua adversária pelo colarinho da camisa para levantá-la e imprensá-la contra a parede, e sua amiga, desceu a escada para ajudá-la sem pensar duas vezes. Uma vez que ele estava de costas e parecia distraído, ela fez a coisa mais estúpida, e machista, mas que foi a primeira coisa que veio em sua cabeça.

Fabiana, enfiou o polegar no cu de Entrenós, o mais fundo o que conseguiu, o que não foi muito, mas certamente incomodou a ponto de fazê-lo soltar Flambarda, e virar sua atenção para si. A detetive então não deu mole pra distração e começou a socá-lo com toda a força que tinha na região do abdôme, o que o fez se contorcer de dor, e bibi, sem saber exatamente como bater, deu o melhor soco no saco que conseguiu. Mais alguns golpes desferidos pelas jovem e o dono da 2a2 caiu no chão, sem ação. Flambarda se certificou de acertar mais alguns golpes na cara pra ter certeza que ele estava desacordado.

sexta-feira, 14 de março de 2025

Flambarda - A Detetive Elemental #93

Elas haviam saltado na Estrada da Gávea, se puseram a andar na direção para qual os números desciam, e não passaram por nenhuma espécie de padaria ou pastelaria. Tinha até um restaurante meio chique, mas não era do tipo de 3 jovens desesperadas por algo rápido pra continuar sua busca.Felizmente, havia um posto de gasolina com uma lojinha de conveniência logo ao lado. Seria a escolha perfeita, se os olhos de Flambarda não estivessem focados em encontrar movimentos estranhos de uma energia que poucas pessoas tem a maldição de ver.

O lugar estava normal, mas, para a detetive, havia uma corrida contra o tempo, especialmente porque ela parecia imaginar um ponto de singularidade uma vez que havia uma direção para o qual pouquíssimas fagulhas luminosas corriam. Só que, se você precisa enfrentar algum problema, é melhor não fazê-lo de estômago vazio. As três pegaram um salgado e um refresco, aproveitando a promoção de 10,00 reais, e se sentaram na mesa pra encher a barriga com alguma coisa, porque, podia ser comida, mas a qualidade era duvidável.

- 10,00 reais é foda. - Flambarda reclamou, enquanto comia.
- A tendência é ficar mais caro - Sofia comentou.
- Porra, qualquer lugar é mais barato que loja de conveniência. - disse a detetive que mordeu outro pedaço do salgado na sequência.
- Mas vai saber onde tem padaria aqui, né? - Bibi completou.
- Se é que tem padaria. - Disse a senhorita Benks.

domingo, 2 de março de 2025

Flambarda - A Detetive Elemental #92

Flambarda guardou o celular de volta na mochila pensando em qual seria seu próximo movimento. Seus olhos que se acostumavam dia após dia com a condição de enxergar as fagulhas elementais já começava a identificar alguns padrões, combinado com algumas coisas que ela começava a compreender, mas ainda era necessário pensar muito, essas coisas ainda não estavam em seu "sangue". Felizmente, naquele momento, nada parecia fora do normal, ou, se tinha, pelo menos ela não era capaz de perceber. Isso a deixava um pouco mais tranquila, porque provavelmente nada fora do ordinário aconteceria.

"O Japa confirmou que o Rodney tá por lá. Eu já sei que tem alguma ligação entre o que acontece em Botafogo com o que está acontecendo em São Conrado, mas eu não sei o que tá acontecendo lá. Ainda assim, as coisas estranhas acontecem em Botafogo provavelmente porque os druidas filhos da puta ficam quizumbando aquela porra influenciando o caralho da boate com energia de fogo. Tem alguma coisa mal explicada. Na verdade esse papo desses bicho torto é muito mal explicado. Até agora eu só sei que eles aparecem de noite, e tudo o que eu sei é que essas caralhas aparecem quando falta energia em algum lugar. Tem caroço nesse angu."

A detetive saiu do metrô no centro encontrou suas amigas e foi pra aula, o dia parecia particularmente normal, as aulas estavam chatas, ela não queria estar lá mas estava se esforçando. A companhia das amigas segurava um pouquinho, e o Japa também tava lá, mas não chegou a interagir. Fabiana e Sofia, em contrapartida foram até ela durante o intervalo, especialmente porque a primeira tinha um interesse em particular.

domingo, 23 de fevereiro de 2025

Flambarda - A Detetive Elemental #91

Flambarda acordou pouco antes das 9:00. Ela ficou alguns minutos a mais olhando para o alto vendo as energias passeando pelo teto  e pensando no que está faltando. O que será que Fernanda sabe? O que será que Rain sabe? Qual é a verdadeira extensão de seus poderes como líderes de facções que operam nas sombras, mas bem embaixo de nossos narizes? Soltou então um suspiro, relativamente desamparada. Rolou para fora da cama, pegou algumas roupas e se deslocou até o banheiro vagarosamente. Ela fez o seu xixi enquanto bocejava e matutava a respeito do que estava acontecendo, ainda sem sucesso, e prosseguiu para colocar as roupas para se sentar à mesa da cozinha.

Jéssica, já tinha preparado a mesa, e tinha até se adiantado e servido a tigela de cereais que a sua filha geralmente come enquanto a TV, ligada na rede globo, transmitia o clássico programa da Ana Maria Braga. A mãe da detetive então se sentou a mesa e passou a fazer um sanduíche com pão francês enquanto se preparava para começar um diálogo.

- Não sabia que você gostava de vestido. - Jéssica provocou
- Que? - Flambarda ainda estava acordando.
- Eu não sabia que você gostava de usar vestido. Só vejo você andando de camisa e calça por aí.
- Que que cê tá falando, mãe?
- Da buceta do vestido que tá no chão do seu quarto. Porra. - A mãe perdeu um pouco da paciência.
- Ah. Desculpa.
- Hm. E qual é a do vestido.
- Bem... - A detetive estava pensando na melhor forma de explicar para a mãe. - Duas coisas. Foi um presente, e eu preciso disso pra trabalhar.
- Filha...
- Que foi? - Ela disse com a boca cheia.
- Você virou puta?

Naturalmente, antes de falar qualquer coisa, Flambarda cuspiu sucrilhos e leite pra tudo quanto é lado numa mistura de espanto com riso.

segunda-feira, 17 de fevereiro de 2025

Flambarda - A Detetive Elemental #90

- Bom, eu vou tentar resumir. - Flambarda continuou.
- Vai. - Pediu Fernanda.
- Cheguei lá, o povo se pegando, eu tava sentindo umas paradas meio estranhas, como se alguém estivesse mexendo nas energias do ambiente.
- Hm.
- Aí os cara me acharam, dei porrada em 2. 1 fugiu, mas o outro me contou um monte de coisa.
- Fácil assim?
- Não, eu mamei ele.
- Fácil assim?
- Sei lá. Parecia a coisa mais óbvia a se fazer.
- Mas ter alguém mexendo nas energias explica bastante coisa.
- Como assim?
- Oras, quer dizer que estão manipulando o ambiente pra induzir as pessoas a fazer alguma coisa.
- E pode isso?
- Poder pode. Se deve fazer aí são outros 500.
- Eita, cê já foi druida?
- Não, mas eu tenho que entender essas porras sendo quem eu sou.
- Hmmm...

domingo, 9 de fevereiro de 2025

Flambarda - A Detetive Elemental #89

- Que porra é essa? - Disse o homem
- Você me conta o que você sabe e ganha um boquete. - Flambarda levava seus dedos cada vez mais próximos ao pau do rapaz.
- Eu... Eu...
- Vai? Eu não vou morder, pelo menos não agora. - Ela provocou já dando uma pegada.
- Deixa só eu perguntar. - Ele dizia enquanto desabotoava a calça. - Você acredita em papo de espirito, elemento, e etc?
- O seu filho da puta. - A detetive mudou a mão de apoio para mostrar a destra onde estava a luva.
- Ah, sim. É... Desculpa, eu tô nervoso.
- Tá, eu sei, me conta direitinho enquanto eu faço o meu trabalho aqui. - Ela disse conforme amarrava o cabelo.

O rapaz provavelmente não sabia de tudo, mas sabia de alguma coisa. O trabalho dele e de seus amigos era de preencher o lugar com os elementos fogo e madeira, isso influenciaria as pessoas a serem mais receptivas e mais propensas a realizar atos lascivos. O próprio admitiu que talvez não estivesse tão falante e tão propenso a aceitar a proposta se não fosse o ambiente que eles criaram. Ele explicou que eram 3 equipes de 3 druidas que se revezavam. Sendo que um deles estava lá majoritariamente para relatar para superiores caso acontecesse justamente o que aconteceu.

Ou seja, isso seria relatado. Flambarda visualizou que meio que mandou pro espaço qualquer investigação furtiva acerca do que estava acontecendo. Se o Entrenós ou uma equipe não for atrás dela, pelo menos ela não entra mais na 2a2. Depois de fazê-lo gozar, a detetive buscou um guardanapo do bar para limpar a mão e foi se sentar do lado dele para conversar.

domingo, 2 de fevereiro de 2025

Flambarda - A Detetive Elemental #88

"Tem pessoas indo e vindo, mas é estranho. Esse lugar tem basicamente fagulhas verdes e vermelhas. E eu sinto uma coisa estranha, como se alguma coisa estivesse tentando tirar alguma coisa de mim. Que caralhos tá pegando aqui? Eu to sentindo um gosto estranho, eu to sentindo alguma coisa vibrando sob meus pés, mas a música alta não faz isso. Eu meio que consigo sentir essa vibração."

Flambarda se levantou. Seus pés sentiam vibrações direcionais, as quais ela seguiu tentando ser discreta. O que era um pouco difícil mas ela contava com a total falta de atenção das pessoas se pegando para não ser percebida. Além disso, a jovem não conseguia se lembrar de qualquer vibração nas outras vezes que esteve ali. Só que o rastro dava direto na parede, como se tivesse algo ou alguém do outro lado puxando-a. Ela chegou a se apoiar por alguns segundos, e quando se desprendeu, as fagulhas luminosas bagunçaram. Por algum momento ela viu cores que não verde e vermelho, mas após alguns segundos, a porta se abriu e duas criaturas bem diferentes dos clientes habituais entraram no estabelecimento.

Assim como a detetive, eles não tinham as características luzes vermelho e verde, e pareciam também estar tentando evitar que elas escapassem de seus corpos de alguma forma. Ela tentou fazer a linha, e pra isso se aproximou daquele casal que antes estava tentando convencê-la a fazer algo. Na verdade eles estavam num beijo triplo com mais uma pessoa, mas parecia ser a melhor opção pra se tentar qualquer coisa. Aquelas duas pessoas que acabaram de entrar deixaram uma espécie de gosto azedo em sua boca, mesmo não tendo nem sequer interagido com elas, e era melhor evitar confusão.

quarta-feira, 29 de janeiro de 2025

Flambarda - A Detetive Elemental #87

"Eu vi! Quando ele manipulou a água, ele estava manipulando aquelas malditas fagulhas azuis! Será que aquela tabela maluca tá errada? Realmente tem cinco cores, que corresponderiam aos cinco elementos. Eu não to conseguindo prestar atenção na aula porque isso aqui é muito mais legal! Que merda! Eu vou tentar voltar agora que a cabeça tá mais fresca. Vamo ver se agora vai. Claro, depois do xixi."

Flambarda foi ao banheiro, rolou o feed do insta e do facebook, nada de muito interessante. É claro, tava na hora de aula. Ela resolveu ver o site da casa de swing do Entrenós. Nada interessante, talvez seja melhor assim porque o Entrenós talvez não esteja no lugar, ou o lugar não esteja tão ocupado. Depois de terminar de fazer o que tinha que fazer, apesar de não ter terminado sua pesquisa, voltou a aula chata. As coisas pareciam não ter andado nada e ao mesmo tempo andou o suficiente para que ela não entendesse mais nada. Ela tentou então focar em aprender o que dava e depois recorrer a Sofia, como geralmente acontecia.

Fim da segunda aula. Já eram 17:00. A detetive não queria perder muito tempo indo pra casa e tal, mas provavelmente o bendito estabelecimento só ia abrir lá pra mais tarde. Ela precisava de alguma coisa que fizesse mais sentido, e lembrou daquele vestido amarelo e da meia arrastão que a Fernanda comprou pra ela na ocasião anterior. Era estranho porque, ao mesmo tempo que era tentador, ela lembrava do quão estranho era porque nunca usou nada parecido na vida. Quer dizer, usou uma vez, e as lembranças não foram muito boas. Em contrapartida, talvez ela não tivesse outras oportunidades de usar essa peça singela que obtia facilmente espaço de destaque em meio a todas as suas camisas vermelhas e calças jeans. Pra felicidade dela, sua mãe já havia lavado e passado, então era só correr pro abraço.

sábado, 18 de janeiro de 2025

Flambarda - A Detetive Elemental #86

Flambarda sabia que Rain não era burro e que, conhecendo diversos druidas, provavelmente teria pessoas explorando determinadas coisas, especialmente porque Fernanda provavelmente não interviria. Um ônibus pra Barra também não significa muita coisa porque ele poderia descer em qualquer ponto entre a zona sul e a Barra. Infelizmente ele vai ter que esperar um pouco porque tem muitas coisas acontecendo, e se ela desse mole, ia acabar reprovando nas matérias.

Elas se encontraram então na faculdade, com suas saudações habituais, e foram pra primeira aula. Tudo normal, mas durante o intervalo entre aulas, elas foram abordadas inesperadamente.

- Oi. - A voz era masculina e elas naturalmente se viraram para saber quem era.
- Ah, oi Japa. - Fabiana respondeu primeiro, conforme pararam e se viraram.
- Talvez nós vamos nos falar um pouco mais.
- Parece que nossas vidas se cruzaram. - Sofia ponderou.
- E pelo visto não tinha como não ser. - Flambarda reclamou.
- Estava escrito nas estrelas? - Shou continuou.
- Não enrola, Shou.
- Mas eu não tenho muito mais pra falar.
- Nem sobre o Entrenós?
- Você ainda tá nessa, Flam? - Bibi perguntou.
- Pois é. Eu não saí.
- Não sabia que você era tão safada. - Sofia provocou.
- Pra você ver o que uma mulher com tesão não faz. - A detetive retrucou.
- É melhor você segurar esse tesão. - Shou começou. - Esse cara não parece brincar em serviço.
- Como assim, Japa? - Fabiana indagou.
- Pelas minhas pesquisas, esse cara derrubou todos os arcanistas e druidas que tentaram investigar a questão.
- Caralho. Como assim?
- Olha, a gente discute depois, porque a aula vai começar. - Flambarda tentou cortar o assunto e levar a galera pra sala de aula.
- Ela tá certa. - Sofia concordou e passou a andar na mesma direção

sábado, 11 de janeiro de 2025

Flambarda - A Detetive Elemental #85

 Enquanto Flambarda lavava a louça, ela tentava por os pensamentos no lugar.

"Rodney estava internado no hospital, mas eu poderia jurar que eu o vi no metrô. Não acho que ele seria maluco e cometeria evasão hospitalar pra trabalhar. Seria muito mais fácil ele apresentar os atestados depois. Se eu fosse a mãe dele, eu conseguiria os registros médicos. Será que o Rain conta como pai daquela joça? Ainda tem a questão do Entrenós e do Japa. Será que o Japa conseguiu localizar o Rodney? Eu prometi aquela vadia da Fernanda que eu ia lá entender o problema. Então eu vou ter que ir hoje, e pelos meus cálculos realmente há um problema lá pelas bandas da Sofia. Eu devia pedir ajuda. Será que aquela gostosa da Sandra estaria disponível. Ela também parece ser bastante forte e parece entender um pouco dessa coisa toda."

O telefone já estava tocando antes dela terminar de lavar a louça, quem quer que fosse, teria de esperar, apesar de ter ligado incessantemente porque já tinha dado ocupado uma vez. Era o Japa, e a chamada perdida era dele mesmo, confirmando o que parecia ser uma notícia bombástica, ou que ele era realmente muito chato.

- Oi, Japa.
- Oi.
- E aí?
- Então tenho uns bagulho pra te contar.
- Então conta, porra.
- Trocou a ferradura hoje, foi?
- Só dei uma polida.
- Hm. - Ele deu uma breve pausa. - Então, achei algumas coisas sobre o tal do Rodney.
- Tá, manda.
- Bom. Ele saiu do hospital ontem. Os arquivos constam evasão hospitalar.

domingo, 5 de janeiro de 2025

Flambarda - A Detetive Elemental #84

Flambarda despertou as 7:00 da manhã de Segunda-Feira. Um horário meio estranho pra ela, mas foi o que aconteceu. Não foi uma questão de temperatura - até porque em Julho as coisas estão um pouco mais amenas - mas não era tão difícil imaginar que foi por ter dormido muito mais cedo do que de costume após um dia relativamente cheio. O celular tinha uma série de mensagens, mas ela não queria nem pensar muito nisso. Ela levantou da cama lentamente, silenciosamente saiu do quarto, procurou saber se sua mãe estava em casa. Não encontrou nenhum sinal. O momento perfeito pra dar uma acalmada naquele fogo interno. Ela ligou o computador já dando uma pegada em seus peitos, e deixando a putaria correr solta na mente.

Ela passou uma boa meia-hora deleitando-se consigo mesma e acabou tirando um cochilo, que a levou a ter mais um daqueles sonhos estranhos onde sabia o que estava acontecendo. - "Puta merda, lá vem aquele puto de novo." - pensou.

- Oi. - Disse Alabáreda, esquentando carne na fogueira.
- Oi. - Flambarda respondeu, um pouco encabulada.
- Então. Estamos progredindo...
- Desculpa. - Ela interrompeu. - O quando você sabe da minha siririca?
- Acho que mais do que eu gostaria.
- Então você sabe que eu tava com muita vontade de levar pica?
- Onde caralhos você quer chegar com isso, Flambarda?
- Eu quero saber se eu posso tratar você como best, ou se você vai ser só um voyeur estranho pra caralho.
- Eh... - Ele estava visivelmente desnorteado.
- O quanto você gosta de pica, Alabáreda?
- Olha, tem picas que são realmente muito boas.
- A gente nunca conversou sobre sua sexualidade. Você é hétero?
- Que porra você tá falando? Isso não faz nem sentido!
- Você gosta de pica ou de xota?
- Flambarda, eu sou uma porra de uma luva.
- Ah, é mesmo?

domingo, 24 de novembro de 2024

Flambarda - A Detetive Elemental #83

- Quem me alertou foi a Fabiana, mas eu tenho uma infeliz coincidência. - Flambarda continuou.
- Diga. - Rain indagou.
- Eu peguei o mesmo metrô que ele estava conduzindo. Só que eu saí ali em Engenho da Rainha, caí na porrada com um malamorfo, derrotei ele, peguei o metrô, e quando peguei sinal ali em Inhaúma recebi essa ligação da Bibi.
- E como ela sabe que sequestraram o Rodney?
- Porque ligaram do celular dele.
- Pode ser clonado.
- E você acha que eu sei ver isso?
- Tem como, mas é meio chato.
- Que merda.
- O que mais você sabe?
- Nada

Um silêncio se fez na chamada por um instante.

- Então tá. Eu vou ver o que eu descubro.
- Não precisa me contar.
- Você vai saber.
- Não, obrigada.
- Até logo.

Eu realmente espero que ele não me ligue, mas ele vai me ligar né? Tinha que ser o filho da puta do Rodney. Eu tenho que pensar como ele pode ter sido raptado nesse tempo que eu tava brigando nas estações e como diabos o metrô continuaria sendo conduzido mesmo sem aquele filho da puta. Vamo, Flambarda, o que você consegue lembrar de informação relevante? - Flambarda estava raciocinando como salvar o Rodney, apesar de tudo. Talvez ele fosse uma peça chave pra entender tudo o que se passa, ou talvez seja só o atual ficante da sua amiga. De qualquer forma. ela parecia ter desculpas o suficiente pra salvar a criatura de sabe-se lá o que está acontecendo. - É muita coisa pra um domingo. Puta que pariu.

quarta-feira, 16 de outubro de 2024

Flambarda - A Detetive Elemental #82

- É melhor você ligar pro socorro ou chamar alguém. - Disse Alabáreda
- Claro!

Flambarda procurou o celular na mochila, e felizmene não foi muito difícil de achar. O sinal não estava perfeito mas havia alguma coisa e talvez fosse possível contactar o 193. O que se passava pela sua cabeça era como explicar o que diabos aconteceu ali na plataforma e como diabos o agente de segurança foi parar lá e acabou desacordando porque seria a pergunta mais natural a se fazer. Pensar que ela precisaria responder isso - e dizer a verdade provavelmente não adiantaria de muita coisa - fazia com que ela hesitasse em suas ações, mas decidiu que seu companheiro - relativamente inseparável - estava certo. Ela pensaria em alguma desculpa assim que conseguisse ajuda. O telefone chamava enquanto ela subia as escadas procurando quem pudesse auxiliá-la.

A estação parecia meio fantasma. Pra não dizer totalmente, havia uma caixa ainda pra atender quem quer que fosse, se é que apareceria alguém, e pra sua surpresa quem apareceu estava do outro lado da catraca gritando.

- AJUDA POR FAVOOOOOOR - Gritou Flambarda.
- OOOOOOOOOI!? - A mulher respondeu
- ME AJUDA!
- O QUE QUE FOI!?
- O GUARDINHA DESMAIOU!
- VIXE!

A mulher parecia estar fazendo uma série de ligações, até que alguém finalmente atendeu na ligação que estava sendo feita no celular.

- Alô? - Disse a voz do outro lado do telefone
- Oi! Eu preciso de ajuda!
- Calma, senhora. O que está acontecendo?
- Miga. - "Senhora é a puta que te pariu", a detetive pensou enquanto conversava. - Tem um guardinha desmaiado aqui na estação de metrô.
- Qual estação?
- Engenho da Rainha.
- Estamos enviando uma viatura praí agora mesmo. Não mexa nele enquanto isso, por favor.
- Tá bom. - "Tá falando meio tarde, miga."

domingo, 29 de setembro de 2024

Flambarda - A Detetive Elemental #81

Quando Flambarda subiu as escadas para entrar na estação de metrô de Vicente de Carvalho, tudo parecia normal. Além da chamada aleatória de Fernanda, que ela precisa responder, tudo parecia extremamente rotineiro. Ela já teve alguns dias normais, mas eram cada dia menos frequentes. Talvez fosse hoje um dia para descansar. Ao mesmo tempo, ela se perguntava se isso não seria apenas aquele ponto de save antes do boss e que o mundo estava preparando alguma coisa pra jogar de volta nela, só que, pela experiência dela, quando esse tipo de coisa acontece tem alguma doidera com essas benditas luzes que passeiam pra lá e pra cá. Naturalmente, ela ainda não tem bola de cristal e não consegue saber se amanhã as entidades estarão a fim de comer seu cu com farofa ou não.

Mas ela ainda tinha dúvidas, que ela planejava tirar com Sofia e sabe-se lá a quem mais ela poderia perguntar. Esse papo de elemento ta começando a fazer algum sentido e isso a incomodava um pouco. A vida era tão mais fácil quando era só beijar na boca e pagar boleto, e olha que ela nem pagava tudo quanto era boleto ainda! Se alguém sabia como essas coisas deviam funcionar seria ela, que tinha um caralho de uma apostila sobre isso. Parece que desde que ela pegou essa bendita dessa luva, sua amiga resolveu entender a fundo. Era interessante ter Fabiana e Sofia por perto. Elas forneciam apoio emocional e racional, o problema é que era difícil saber quem usava mais a cabeça e quem usava mais o coração, não que isso fosse realmente importante.

Ela deu uma certa sorte, porque o metrô não tardou muito a chegar na estação logo após sua breve epifania. O trem estava relativamente vazio. Haviam poucas pessoas no vagão, e como toda boa usuária de transporte público a primeira coisa é tentar entender porque diabos essa dádiva dos céus está acontecendo, ainda mais depois da sorte de não ter que ficar esperando o trem. Ao pegar o celular pra tentar pesquisar alguma notícia, ela escutou oa mensagem do alto-falante:

"Olá passageiros aqui é o condutor Rodney..."

sexta-feira, 23 de agosto de 2024

Flambarda - A Detetive Elemental #80

 Flambarda ligou para Fabiana conforme se aproximava, demorou um pouco mas ela atendeu.

- Oi Flam!
- To chegando, Bibi!
- Ah! Eu vou aí embaixo te buscar!
- Não precisa.
- Ah, precisa, sim! É sempre bom estar acompanhada!
- Então vem logo, porque eu to quase aí!
- Puta merda! Já to chegando!

Bibi desligou com pressa, e a jovem detetive riu consigo mesma. Ela já tinha ido a casa da amiga antes, só não era tão frequente. As ruas pareciam relativamente desertas os elementos ao redor não pareciam ter qualquer pertubação, apesar de uma certa predominância de elementos azuis e brancos, mas em si, Flambarda via muito mais elementos verdes e vermelhos. Ela estava tentando lembrar sobre tudo o que leu acerca das filosofias chinesas até então. Se fosse verdade, essas luzes que passam por ela são indícios de ímpeto e de movimento, mas é claro que ficava faltando o que isso significava porque ela não sentia em si nenhum ímpeto nem qualquer vontade de movimentação. Pra que correr? Onde estava o impulso? Eram perguntas que ela se fazia no caminho.

Flambarda foi capaz de ver Fabiana abrindo os portões, pois já estava na calçada em frente ao edifício. Ela estava com um top e um shortinho e naturalmente estava estranhando bastante aquela criatura que parecia que andava de uniforme. Não que ela não estivesse quase sempre de top e short, mas a calça jeans no calor realmente não ajuda uma viva alma. Especialmente no calor do Rio de Janeiro. O abraço foi intenso, com direito a mais típica demonstração de carinho de duas amigas de longa data.

domingo, 28 de julho de 2024

Flambarda - A Detetive Elemental #79

- Vem cá, sua piranha. - Disse Flambarda para Fernanda. - Você não é pica pra caralho?
- Depende do que você chama de pica.
- Eu vi você brigando com o Rain. Não mete essa.
- Ah. Você diz que eu sei bater?
- Você é forte pra caralho. Você pode ir e vir do jeito que quiser, e mesmo assim fala pra eu ir lá.
- Bom, é porque a gente ainda é humana. Aguenta até um pouco mais, mas se a gente levar um tiro morre do mesmo jeito.
- E quem é que vai te dar um tiro?
- O Entrenós.
- Que!? E você quer que eu vá lá?
- É... bem...
- Pau no seu cu, Fernanda! Esse filho da puta podia me matar esse tempo todo e você brincando de detetive!? Porra, nem os chefes da minha mãe falaram pra ela ir pro trabalho quando o tiro tava comendo! - Ela disse se levantando. - Não! Chega dessa porra! Pelo menos quando eu era Druida o Rain não me colocava na linha de tiro! - Ela bateu na mesa e começou a sair.
- Eu falei que ela era difícil... - Disse Japa.

Flambarda estava puta da vida. Ela lembrou dos golpes que o Entrenós desferiu. Aquilo doeu, e começa a fazer algum sentido. Socar uma parede não doía tanto, mas os golpes mais sobrenaturais que recebeu realmente machucaram. A investigação era perigosa, e sua raiva era ainda maior porque em nenhum momento isso foi dito. Ela ainda estava relutante em recusar porque dentro de si, ela sabia de sua importância e que havia também um risco em deixar aquele cara fazer o que quer que estava fazendo, se é que Fernanda estava de fato falando a verdade. Imaginar que ela podia ser uma detetive também gerava uma certa paranóia na própria cabeça.

domingo, 16 de junho de 2024

Flambarda - A Detetive Elemental #78

"Mais uma vez, o Bullguer do Botafogo Escada Shopping. As vezes eu acho que esse lugar tem alguma coisa mística."

Esse raciocínio veio a mente dela conforme ela estava no metrô. Ela mandou mensagem pra Sofia e pra Bibi, mais por uma questão de avisar mesmo. Não tinha muita pretensão de continuar uma conversa. O Japa já foi contratado pela Fernanda antes pra investigar a própria e saber que estão no mesmo lugar para discutir o mesmo assunto cheira um tanto quanto estranho. Voltando a aquele momento, ela e suas amigas estiveram na casa dele e ele tinha todas as ferramentas para poder desviar a atenção delas como quisesse acerca do que estava acontecendo e foi o que aconteceu de fato. Logicamente, dessa vez ele não tem razão para mentir para ela.

Demorou um tempo. A viagem de Saens Peña até Botafogo demora mais ou menos 1 hora. Era de se perguntar se ficariam ali por todo aquele tempo. Quando estava perto, recebeu uma mensagem de Fernanda perguntando se ela estava a caminho. Flambarda resolveu não responder e simplesmente aparecer lá. Um pouco arriscado, mas foda-se. Se o que quer que seja que Nanda fosse queria falar com ela tanto assim, ou que fosse até lá, ou então que esperasse. E lá estavam as duas criaturas, mas olhando rapidamente a mesa, ela rapidamente pensou. - "Filhos da puta, pediram um sanduíche pra mim."

A presença da jovem excêntrica bagunçava o local, pelo menos aos olhos da detetive que via as fagulhas elementais passeando pelas coisas através do mundo, e agora passa a ver um excesso de fagulhas brancas e vermelhas. As pessoas pareciam bastante animadas também, com várias conversas acontecendo ao longo do shopping, majoritariamente entre pessoas e atendentes. Por causa disso, as pessoas falavam bastante alto e o som dentro do shopping poderia atordoar uma pessoa distraída. Provavelmente será um dia de lucro para o shopping, e para ela também, desde que convencesse Japa e Fernanda a pagar o lanche.

sexta-feira, 17 de maio de 2024

Flambarda - A Detetive Elemental #77

Domingo, 20/03/2016, 9:00. Flambarda acordava sentindo ainda as dores das cólicas. Os últimos dias foram tão intensos que ela mal teve a oportunidade de se deixar sentir as dores. Agora elas pareciam voltar com tudo, mas felizmente era final de semana e sua mãe ainda estava em casa. A jovem não hesitou em chamá-la.

- Manheeeeeeeeeeeeeee!
- Oi Filhaaaaaaaaaaaa! - Ela gritou de outro ponto da casa.
- Me traz água e um Buscopan por favooooooooooooor.

Demorou alguns minutos, Jéssica provavelmente estava lavando louça ou fazendo qualquer outra tarefa doméstica. Ela entrou trazendo o copo de água em uma mão e o comprimido na outra. Esperou sua filha se levantar minimamente, para que pudesse consumir o remédio.

- Vou trazer um café pra você.
- Não! Não é possível que uma cólica venha a me derrubar.
- Filha. É cólica. Derruba qualquer um.
- Porra, então aquelas mulher que não tem cólica tem o que? Magia?
- Eu também sempre quis saber.
- Eu tenho essa luva aqui do caralho e mesmo assim continuo sentindo dor! Porra!
- Isso é uma luva, não uma injeção de morfina.
- Você já viu o que essa merda faz! Não vem com essa.
- Eu só vi você queimando as coisas e tirando um machado do cu. Fora isso, mais nada.
- Eu soquei a cara de um filho da puta ontem.
- Eu não tava lá pra ver.
- Caralho, da próxima vez eu vou pedir pra Sofia filmar.
- Descansa. Apesar de saber que você não vai se aguentar.

sábado, 4 de maio de 2024

Flambarda - A Detetive Elemental #76

- Valeu, Sofia! - Flambarda gritou conforme passavam pelo portão
- Tchau Flamgata! Tchau Bibi!
- Tchau Sofia! - Bibi também se despediu.

Saíram da casa de Sofia era aproximadamente 19:00. Elas não tinham muito o que conversar porque jogaram basicamente toda a conversa fora durante o tempo que estavam na Sofia. Fizeram debates aleatórios sobre quaisquer coisas aleatórias que não chegavam em lugar nenhum. Sofia deu cantadas em Flambarda, Bibi falou besteira, elas dançaram funk, se zoaram, etc. Foram então até o metrô em silêncio, fizeram basicamente todo o processo em silêncio, mas o metrô de Flambarda passou primeiro porque por alguma razão passa mais metrô pra tijuca do que pra zona norte. Algo que elas sempre se questionaram, mas nunca descobriram exatamente a razão.

A detetive estava um pouco mais tranquila porque a dose de loucura por dia teoricamente já foi a suficiente. Uma druida gostosa que a faz questionar a sua sexualidade e a forma de ver as questões de destino e escolha, um louco que resolve brigar com ela por nenhuma razão aparente e ela acaba ganhando dele na base da força bruta, uma força que nem ela mesmo sabia que ela tinha. Muito provavelmente uma força em função da luva que começou todos esses problemas há 75 episódios atrás, mas que naquele momento se tinha uma coisa que ela era grata foi por toda a força e pela condução de Alabáreda na luta. Talvez ela não fosse capaz de vencer caso não tivesse tanto apoio, afinal de contas, até há alguns dias ela era apenas uma estudante de administração.

segunda-feira, 22 de abril de 2024

Flambarda - A Detetive Elemental #75

Só que era um pouco tarde. O conflito já havia começado. A velocidade de Valdir reduziu bastante, mas ele já sentia menos os empurrões da Detetive. Até a hora que ele conseguiu chegar perto por pura força de vontade e deu um socão em Flambarda, que cambaleou quase caiu no chão. Até que ela escutou a voz de Bibi gritando: "Flaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaam!" Isso meio que despertou ela e fez com que ela levantasse bastante rápido, e também deu uma fração de segundo necessária onde seu oponente perdeu o foco por um instante. O lutador em seguida voltou a sua estratégia, e Flambarda parecia estar em apuros. Então, em uma fração de segundo ela teve uma conversa com Alabáreda.

- Flambarda! Foco!
- Que!? O Que é isso!?
- Sou eu, Alabáreda. E tá na hora de você usar a terra.
- Fala português, filho da puta.
- Base firme, não foge. Aguenta o tranco e bate de volta.
- Cê quer que eu morra!?
- Confia em mim! Porra!

Flambarda mudou. Colocou os pés no chão e armou uma base firme pronta pra apanhar, mas também pronta pra bater. Sua mão direita em chamas, e seu corpo fluindo com energia de terra, engajaram em um combate um tanto quanto violento. A detetive de um belo de um socão na cara do Valdir que devolve com outro, só que a base firme segura a jovem no chão que gira o corpo de volta e desfere mais um golpe. Esse carregado de dor e raiva, encaixando forte no osso esterno, causando bastante dor e dano e fazendo com que seu oponente capotasse para trás rolando diversas vezes tal qual um "Arranca Cavanco" do Ralf de King of Fighters.