sexta-feira, 7 de dezembro de 2018

Flambarda - A Detetive Elemental #33

Todos menos Paulo. O homem olhava a cena estarrecido. Ele mesmo não esperava que ela fosse capaz de fazer tal feito porque ele com seus 1,75m e vida bastante regrada de academia provavelmente não seria capaz de fazer isso. Em contrapartida, Flambarda olhava para o saco de areia estatelado no chão sem as correntes que o prendem, sem acreditar muito no que havia feito. Depois de cerca de uns dois minutos olhando a situação ela despirocou.

- Aeeeeeeeeeee! - Ela disse socando no ar. - Porra! Uhuuuuuuuuuuuuuuuuuuul! - Fazia dancinhas de conotação sexual. - Quem é a mamãe!? Hã!? Quem é a mamãe!? - Ela fazia aqueles gestos de rapper com a mão. - Sou eu, modafoca! - Obviamente ela atraiu a atenção da academia toda novamente.
- Meus parabéns! - Dizia Paulo se aproximando batendo palmas lentas. - Eu nunca vi alguém bater com tanta vontade assim em um saco de areia.
- Honestamente, nem eu! - Ela parecia de certa forma feliz.
- Geralmente a gente não faz isso porque quem faz isso tem que comprar um novo.
- Ta de zoa? - A alegria de Flambarda ja ia por água abaixo.
- Nops.
- Ah, cara! Não posso nem... - E foi interrompida
- Mas eu falei pra você que ia resolver isso, não falei?
- Sério mesmo? - O rosto dela se iluminou como se um raio de esperança batesse em sua face.
- Vou. - Ele disse com uma cara de "Tá tranquilo."
- Ai! Brigada, brigada, brigada! - E tascou-lhe um beijo na bochecha.
- Erm... Ok.
- Ah sim! Você prometeu que eu podia pedir quase qualquer coisa.

terça-feira, 4 de dezembro de 2018

Flambarda - A Detetive Elemental #32

João concedeu passagem para Flambarda, indicou para ela se sentar em uma cadeira enquanto ele ia buscar um copo d'água. Ela já cometera um desacato hoje e certamente seria capaz de cometer um segundo, mas, apesar da forma estranha com a qual o policial a abordara, ela sentiu uma certa serenidade, talvez porque não viu suas energias agitadas como a do outro agente de segurança, ou talvez fosse só impressão. O que quer que fosse, ele já havia voltado, servido um copo d'água para ambos, e ela precisava parar de pensar nisso.

- Então, me conta aí o que que aconteceu. - Ele disse, pegando um bloco e uma caneta para anotar.
- Bom... - Ela estava meio sem jeito. - ...Acontece que... ...Eu achei que eu estava sendo estalkeada, mas aí... Vapt! Eu fui lá e descobri quem era! Ele tentou correr mais eu o impedi e joguei ele no chão e aí o celular dele voou, e eu voei em cima dele pra ele não pegar o celular e aí o guardinha do metrô chamou a gente e liberou o stalker.
- Ok. Acho que já sei o que está acontecendo.
- Como assim!?
- Você deveria tentar usar mais o cabelo solto. - Disse ele, mostrando um mini retrato desenhado mal feito dela.
- Ah! Tá de sacanagem! Porra! Eu achando que você tava falando coisa séria! - Ela disse, se levantando.
- Espera! Espera! Foi mal. Desculpa a brincadeira, na verdade eu quero te ajudar a achar o celular. Você lembra alguma coisa?
- Ah, eu só lembro da cara do stalker. - Ela se virou e então sussurrou. - Japa filho da puta. - E se virou novamente para o policial.
- Nada mesmo? Roupa, altura, a energia que ele emanava...
- Que!?

domingo, 2 de dezembro de 2018

Flambarda - A Detetive Elemental #31

O celular apitava escandalosamente, pelo menos era assim que Flambarda escutava, porque estava no mesmo volume que ela sempre deixava, ela só não queria acordar pra lembrar que seria mais um dia maluco cheio de bizarrice. Ela só queria ficar deitada na cama de bunda pro alto sem lembrar que existia, só que pelo visto, só a Bibi já tinha ligado umas 10 vezes. Na 11a. Flambarda resolveu atender já xingando.

- Me deixa dormir, sua puta! - A voz rouca de sono combinados com mal humor temperaram a frase.
- Puta é teu futuro se tu não vier pra faculdade agora! - Bibi devolveu.
- Faculdade é o caralho! A vida não tem sentido! - Flambarda dizia enquanto esfregava a cara. - Eu quero mais é que tudo se foda!
- Se você perder essa prova, eu vou aí mesmo, queira a Sofia ou não, enfiar alguma coisa bem grande na sua bunda!
- Ótimo! E eu espero que você me rasgue logo de uma vez pra ver se eu vou embora desse mundo sem sentido!
- Quanto amor, hein? - Disse Sofia, falando por cima do ombro de Fabiana.
- Enfia o amor no cu, Sofia.
- Você vem ou não vem? - Perguntou Bibi.
- Eu vou pra essa merda. Já acordei mesmo. Se é pra se fuder, vamo se fuder direito. - Ela disse e desligou o telefone.

sexta-feira, 30 de novembro de 2018

Frases Marcantes #5

"Eu não quero saber o que você está fazendo, eu quero saber o que você fez!" - Essa foi muito interessante, na verdade foi quando eu fui trabalhar pela primeira vez, e eu tinha uma mentalidade, e na mesma semana eu saí com outra. Eu sou particularmente grato a essa pessoa por me mostrar que para quem está vendo de cima, o importante é o resultado do trabalho e não exatamente o método.

E de certa forma, essa frase mudou bastante o meu jeito de trabalhar. A idéia do empregador para o empregado, independente do meio, é que ele faça uma determinada coisa. O grande lance é que a maioria das pessoas que estão em cima, não sabe como se faz o que está sendo pedido para quem está embaixo, então pra essa pessoa não importa o método que está sendo usado e sim o resultado que está sendo obtido. Se eu fosse dar uma dica para alguém que está começando a entrar no mercado de trabalho é essa.

Mais tarde eu fui parar pra pensar nessa frase e perceber o quanto ela pode ser perigosa. Uma pessoa mal intencionada pode interpretar isso para justificar a execução de qualquer método anti-ético, mas vamos usar o princípio da caridade e interpretar isso da melhor forma. De fato, os gerentes, ou quem estiver acima do empregado, também está interessado em como as coisas estão sendo feitas, até porque se as coisas forem feitas sem ética ele se ferra. O que o gerente não quer é ser enrolado por você tentando passar uma imagem boa de si mesmo.

As pessoas que estão gerenciando um trabalho, muitas vezes estão com pessoas que também não sabem como fazer o trabalho! (As vezes sabem) A execução de um trabalho no mundo corporativo não é uma ordem direta do tipo: "Faça 10 flexões"; Nesse mundo, em geral, as pessoas não sabem como fazer as coisas e recorrem a outras pra dar a solução (Terceirização), mesmo que o empregado tenha um conhecimento menor do assunto. Isso é de certa forma bom pros dois lados, apesar de ser particularmente cruel com quem está na base da pirâmide. Eu particularmente discordo dessa abordagem, mas a parte boa da frase se mantém.

Não tente enrolar os seus superiores

quinta-feira, 22 de novembro de 2018

Frases Marcantes #4

"Essa música é impossível!" - Essa eu escutei quando eu fui jogar Pump It Up pela primeira vez. Mal eu sabia que a música que foi dita como impossível seria muito mais que possível anos mais tarde. Foi o que marcou o meu início como jogador de pump, e provavelmente o que levou a minha paixão até o ponto em que eu cheguei. Depois eu decidi que isso estava muito caro e parei porque as fichas estavam ficando cada vez mais caras, e meu tempo, cada vez mais escasso.

Mas foi bom enquanto durou. Foi um tempo da minha vida onde eu descobri que eu conseguia trespassar diversos limites apenas com vontade e esforço. Foi quando eu descobri também que eu funciono muito melhor quando é para me contrapôr a algum limite, não necessariamente um argumento, do que tentando achar exatamente pra onde ir. Acho que é pela mesma razão que eu tento fazer dar algum limite pras pessoas e fico tentando atraí-las pra quebrar esse limite, na esperança de que eles tentem quebrá-lo como eu geralmente tento fazer.

domingo, 18 de novembro de 2018

Noite de Lua Cheia

Era um noite tranquila numa cidadezinha do interior. Roberto, que era um cara que se misturaria fácil na multidão, estava na praça, sentado no banco, bebendo sua cervejinha, olhando para o edifício na sua frente sem pretensão nenhuma, até porque ele não tinha nenhum interesse na construção, e sim em apreciar a sua bebida gelada como um rapaz solitário que gosta de beber cerveja sem a companhia de qualquer outra pessoa. Até porque ele só tinha duas latas e ele queria beber as duas.

Por alguma razão, três estudantes colegiais japonesas com orelhas de animal. Uma de gato, uma de raposa, e uma de coelho, se aproximam do rapaz, que ao se deparar com a situação, mas não ter bebido muito prontamente soltou um. - "Cara eu tenho que parar de beber" - porém elas não pareciam ter qualquer plano mirabolante, mas a que possuía orelhas de raposa perguntou:

- Boa noite, meu consagrado.
- Diga, vossa senhoria;
- O que você entende de calcinhas. - O homem olhou desconfiado.
- Hmmmm... Eu sei que mulher usa. - Ele respondeu algo que parecia ser de conhecimento geral.
- Isso é verdade.
- Que bom.
- Mas você já viu a lua hoje?
- Não.

Flambarda - A Detetive Elemental - #Studio - 2

*Esta é a minha pequena homenagem ao grande mestre Stan Lee, sem ele provavelmente Flambarda não existiria*

- Volta aqui! - Gritou Flambarda

Flambarda gritou enquanto Fabiana carregava o consolo da detetive pelo salão do estúdio. Bibi abriu a mochila de Flam enquanto ela estava distraída, pegou o consolo que ela tinha acabado de comprar no sex shop e foi pertubar a pobre da mulher balançando o negócio na frente dela, provocando para tirá-la do sério e correndo em direção a porta de saída do estúdio.

- Não, sua puta! - A detetive gritava em vão tentando mudar as idéias da amiga.
- Teu cu, vaca! Hahahahahahah!

Fabiana saiu carregando o consolo, o mais alto que ela conseguia, pelas estradas do campus, balançando-o para quem quisesse ver. As pessoas não pensariam nada de tão estranho da Bibi porque ela já dava a louca e falava putaria mesmo na cara dura. Contudo, no momento que falassem de Flam, que as vezes soltava uma piada aqui e ali, mas era muito mais reservada, o preconceito certamente iria falar mais alto e Flambarda ia ficar bastante envergonhada.