Flambarda despertou as 7:00 da manhã de Segunda-Feira. Um horário meio estranho pra ela, mas foi o que aconteceu. Não foi uma questão de temperatura - até porque em Julho as coisas estão um pouco mais amenas - mas não era tão difícil imaginar que foi por ter dormido muito mais cedo do que de costume após um dia relativamente cheio. O celular tinha uma série de mensagens, mas ela não queria nem pensar muito nisso. Ela levantou da cama lentamente, silenciosamente saiu do quarto, procurou saber se sua mãe estava em casa. Não encontrou nenhum sinal. O momento perfeito pra dar uma acalmada naquele fogo interno. Ela ligou o computador já dando uma pegada em seus peitos, e deixando a putaria correr solta na mente.
Ela passou uma boa meia-hora deleitando-se consigo mesma e acabou tirando um cochilo, que a levou a ter mais um daqueles sonhos estranhos onde sabia o que estava acontecendo. - "Puta merda, lá vem aquele puto de novo." - pensou.
- Oi. - Disse Alabáreda, esquentando carne na fogueira.
- Oi. - Flambarda respondeu, um pouco encabulada.
- Então. Estamos progredindo...
- Desculpa. - Ela interrompeu. - O quando você sabe da minha siririca?
- Acho que mais do que eu gostaria.
- Então você sabe que eu tava com muita vontade de levar pica?
- Onde caralhos você quer chegar com isso, Flambarda?
- Eu quero saber se eu posso tratar você como best, ou se você vai ser só um voyeur estranho pra caralho.
- Eh... - Ele estava visivelmente desnorteado.
- O quanto você gosta de pica, Alabáreda?
- Olha, tem picas que são realmente muito boas.
- A gente nunca conversou sobre sua sexualidade. Você é hétero?
- Que porra você tá falando? Isso não faz nem sentido!
- Você gosta de pica ou de xota?
- Flambarda, eu sou uma porra de uma luva.
- Ah, é mesmo?

