sábado, 20 de junho de 2020

Flambarda - A Detetive Elemental #53

- Bem vinda de volta. - Disse uma voz masculina, reconhecida até
- Argh. Que droga... - Flambarda respondeu conforme levantava. - Você de novo?
- Ei. Eu vi o que aconteceu. - Alabáreda estendeu a mão para auxiliá-la a levantar.
- Tira essa mão daqui. - Ela respondeu com um tapa na mão dele e se levantou sozinha.
- Você realmente acha que ajuda em alguma coisa me repelir desse jeito?
- Não tô nem pensando. - Dizia, virada de costas
- É. Eu sei. Quanto mais você pensa, pior fica. - Ele dizia enquanto a rodeava e ela permanecia estática. - Você mata uma vez, se sente um monstro por tê-lo feito, quer que todo mundo se isole porque você é um perigo pra sociedade, pensa em suicídio algumas vezes, tenta fazer o cálculo, acha que a morte é uma punição muito pequena e que você precisa pagar por isso...
- QUIETO! - Ela gritou com toda a força que tinha nos pulmões, ainda de cabeça baixa, chorando. E lentamente erguendo a cabeça, e mesmo sem o ver, sabendo que ele estava atrás dela, ela continuou. - É isso tudo mesmo! Você tá certo! Você não precisa ficar comigo, sua luva maldita! Vai embora!
- Bom. Quem sou eu pra falar qualquer coisa? - ele voltou a circulá-la. - Eu já vi esse filme antes. Você não me pediu pra ir embora antes. Estava curiosa, queria saber até onde isso ia. Poderia dizer até que teve um empurrãozinho de algum roteirista. E você reluta porque sabe que eu salvei sua vida. Sabe que seu destino poderia ter sido mais trágico. Pior, outras pessoas poderiam ter tido esse destino. - E então ele parou de frente para ela.

Flambarda se calou. Ela sabia que era verdade e que ela estava em contradição. As lágrimas iam parando aos poucos porque o conflito ia se tornando mais forte que a tristeza. Essa sensação que aos poucos ia se tornando raiva por não ser capaz de decidir como prosseguir. Foi quando ela se ajoelhou, e começou a socar o chão do próprio sonho.

domingo, 14 de junho de 2020

Flambarda - A Detetive Elemental #52

Sofia e e Fabiana gritaram quase que instantâneamente após o som.- "Aaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaah!!!!!" - um grito bem estridente de mulher desesperada, e saíram correndo dali. A movimentação desesperada delas para a rua logo após o grito acabou atraindo a atenção de transeuntes que foram falar com ela, junto com alguns curiosos que queriam ver o que estava acontecendo lá dentro. Elas tentaram parar as pessoas antes que elas pudessem chegar na porta, mas alguns poucos conseguiram passar.

Flambarda teve um lapso de consciência e ao voltar ao mundo real, ela rapidamente puxou a alabarda para cima, fazendo mais um som de corte na carne e outro de alguma coisa muito pesada caindo no chão. Ao invés de tentar acender as luzes dessa vez, ela mirou no ponto no qual as luzes divergiam e deu 3 estocadas com sua arma, e por fim um golpe vertical descendente o qual ela sentiu que não pegou no chão. Nervosa e ofegante, ela reparou que o que quer que sejam essas centelhas, agora passavam por aquele ponto. Isso a tranquilizou, o que a fez retrair a alabarda e conjurar as chamas de sua luva para ver pela primeira vez uma cena pesada.

domingo, 7 de junho de 2020

Flambarda - A Detetive Elemental #51

- Que que foi, Flam, que cê tá tão concentrada? - Perguntou Fabiana.
- Eu tenho dois problemas e tô pensando como vou resolver.
- Que que foi? - Perguntou Sofia.
- Lá fora eu falo com vocês.

Elas ficaram sem entender muito mas tentaram respeitar a vontade da amiga. Cuja mente havia simplesmente se dispersado da aula e focava na fluxo de energia que se concentrava periodicamente naquele local. Luzes majoritariamente verdes e azuis, ao mesmo tempo que pensava em como ia lidar com o Japa, e juntamente com isso ainda tinha que pensar como ia ver aquele lance pra Brahma. Ela resoleu focar em duas coisas só porque senão ela ia despirocar ali na sala mesmo, então deu pra se segurar.

Mas os planos dela começaram a se frustrar quando o Japa não havia voltado após o intervalo entre as aulas, porém nem tudo estava perdido porque o fluxo de energia continuava, e começou a formar um movimento um pouco conhecido demais para ela, especialmente agora que a noite se aproximava. Flambarda empacotou as coisas antes da aula terminar, e foi lá praquele lado antes que ela pudesse perder o rastro, Sofia tentou entender a situação antes.

- Onde, que cê vai, amiga? - Sofia sussurrou pois ainda estavam em aula.
- Resolver uma treta. Me encontra lá no lobby se vocês ainda quiserem conversar, mas eu posso me atrasar.

segunda-feira, 1 de junho de 2020

Flambarda - A Detetive Elemental #50

O despertador toca as 9:00, bem de longe pra forçar ela a se levantar e desligar o celular. Flambarda se levanta da cama, coloca mais 15 minutos de soneca e se deita novamente na cama. O sono implacavelmente vem apenas para ela acordar em seguida. Ela coloca mais uma soneca, agora ainda deitada na cama, e fecha seus olhos caindo no sono mais uma vez. O terceiro despertar é quase fulminante como uma espécie de grito de socorro para si mesma.

Pela primeira vez desde que a luva agarrou em seu braço ela teve um longo dia de descanso. O que não adiantou muito porque era um descanso extremamente dolorido, e pra piorar era uma segunda-feira. Ela vai ao banheiro pra fazer xixi, trocar o absorvente e achar o buscopan o mais rápido o possível porque o dia ia ser longo. Especialmente porque tudo geralmente dá errado quando ela sai de casa, e hoje era segunda, dia de ir a faculdade. Pelo menos ia ter Sofia e Fabiana pra dar um suporte.

Mas era hora do café da manhã, então ela foi de camisola mesmo pra mesa. Lá estava Ana Maria Braga, como sempre acompanhando o seu café da manhã, juntamente com a sua mãe.

segunda-feira, 25 de maio de 2020

Flambarda - A Detetive Elemental #49

Flambarda se levanta da cama de súbito.

Coroi. Eu fiquei esse tempo todo treinando esgrima? Porquê diabos? Eu lembro de ter pedido, mas isso foi consciente mesmo?

A jovem levantou da cama com sua habitual dificuldade. Foi até o banheiro e quando abaixou a calcinha pra fazer xixi viu uma mancha vermelha e imeditamente pensou: "Ah não..." Não demorou muito para que o mero impacto visual afetasse a sua cabeça e ela começasse a sentir as cólicas logo em seguida insultando seus próprios orgãos internos. - "Útero filho da puta..."

Ela pegou na gaveta um "Sym", não exatamente porque era a melhor marca, mas porque ela gostava demais da propaganda, colocou na mesma calcinha mesmo porque era domingo, ela não queria sair, essa calcinha já tava manchada mesmo, uma mancha a mais não ia fazer muita diferença na vida dela, o absorvente era mais pra evitar que transbordasse pra camisola, calça ou o que quer que ela fosse vestir, o que ela ainda não havia decidido.

segunda-feira, 18 de maio de 2020

Flambarda - A Detetive Elemental #48

Essa mulher tá de sacanagem com a minha cara. Falou que esse cara foi escolhido por ela e agora tá desconfiada!? Por que você não tem um diabo de um comportamento consistente, Fernanda?

- E aí, rola? - Fernanda perguntou conforme pegava uma cerveja e bebia direto da garrafa.
- Sei lá. Honestamente, acho essa experiência de casa de swing meio...
- Invasiva? - Ela até tentou completar
- Não sei... É estranho pra cacete. - Ela se virou para o barman no meio da conversa. - Me vê uma Heineken, por favor. - E se voltou para Fernanda - Mas vamo lá. Acho que não tem muito pra onde correr.
- Flambarda, querida, deixa eu te explicar, volta e meia tem anomalias acontecendo por aí. O que não falta é caso pra eu te colocar pra investigar.
- Honestamente... - Flambarda deu uma bicada na garrafa de Heineken. - Acho que eu vou me sair melhor por aqui.

Nisso, Sofia e Fabiana voltaram de onde quer que estivessem e se sentaram de modo a isolar Brahma, mas ainda assim conversar com sua amiga.

sábado, 9 de maio de 2020

Flambarda - A Detetive Elemental - Studio #4

- Fala meu povo! Aqui é a sua querida ruiva, louca, desbocada, favorita (ou não). Faz um tempo que vocês não me vêem por aqui. Também, o escritor fica de sacanagem, mimimi, "ai vou escrever um livro, vou ficar famoso, mimimi, popopo..." e fica aí enrolando esta porra. - Ela aponta o dedo para o céu. - Tu mermo, seu merda. Fica enrolando, não bastou a estória ficar uma bosta tu nem pra se dignar a ajeitar.
- Calma Flam - Fabiana abaixa o dedo da jovem - gritar assim não ai ajudar ninguém. Olha. Ele tá até tirando a poeira da gente. Vai que dessa vez engrena? Pelo visto ele só pega no tranco, se é que ele vai levar um tranco.
- Ah mas se ele não levar um tranco eu mesmo vou dar um tranco nesse filho da puta.
- Tá bom, Flam. Acho que já deu. - Priscila disse, se aproximando.
- Tá bom é o caralho! Mais de um ano que essa porra não escreve merda nenhuma. Eu to ficando cansada! Eu quero que a estória continue! Não quero ficar presa nesse ano! Tem uns maluco que tão falando que a presidente vai tomar impeachment e os escambau.
- Mas vai.
- Ah é verdade... - Então! Dá o impeachment logo nela e faz minha estória andar pra frente, misera. Me tira da geladeira. Me joga na parede e me chama de lagartixa! FAZ ALGUMA COISA, HOMI!
- Desculpa gente. - Fabiana e Priscila  empurram Flambarda pra longe da cena, enquanto Sofia chega se desculpando. - ela tá um pouco exaltada, mas o fato é que a estória deve voltar a ser escrita, SE DEUS QUISER. Na verdade ela vai ser reescrita a partir de algum capítulo porque de acordo com o nosso roteirista ela começou a ficar shonen demais e ia acabar ficando muito Dragon Ball e não é essa a idéia. Se você não gostar, reclama com o roteirista, não reclama com a gente não.
- Xinga esse filho da puta direito, Sofia!
- Errrm. é. Isso aí, se vocês quiserem adicionar uma sugestão, sugiro que leiam Flambarda e coloquem seus comentários nas caixas aí embaixo. Ninguém garante que o roteirista ai seguir, mas vai que cola né.