segunda-feira, 1 de junho de 2020

Flambarda - A Detetive Elemental #50

O despertador toca as 9:00, bem de longe pra forçar ela a se levantar e desligar o celular. Flambarda se levanta da cama, coloca mais 15 minutos de soneca e se deita novamente na cama. O sono implacavelmente vem apenas para ela acordar em seguida. Ela coloca mais uma soneca, agora ainda deitada na cama, e fecha seus olhos caindo no sono mais uma vez. O terceiro despertar é quase fulminante como uma espécie de grito de socorro para si mesma.

Pela primeira vez desde que a luva agarrou em seu braço ela teve um longo dia de descanso. O que não adiantou muito porque era um descanso extremamente dolorido, e pra piorar era uma segunda-feira. Ela vai ao banheiro pra fazer xixi, trocar o absorvente e achar o buscopan o mais rápido o possível porque o dia ia ser longo. Especialmente porque tudo geralmente dá errado quando ela sai de casa, e hoje era segunda, dia de ir a faculdade. Pelo menos ia ter Sofia e Fabiana pra dar um suporte.

Mas era hora do café da manhã, então ela foi de camisola mesmo pra mesa. Lá estava Ana Maria Braga, como sempre acompanhando o seu café da manhã, juntamente com a sua mãe.

segunda-feira, 25 de maio de 2020

Flambarda - A Detetive Elemental #49

Flambarda se levanta da cama de súbito.

Coroi. Eu fiquei esse tempo todo treinando esgrima? Porquê diabos? Eu lembro de ter pedido, mas isso foi consciente mesmo?

A jovem levantou da cama com sua habitual dificuldade. Foi até o banheiro e quando abaixou a calcinha pra fazer xixi viu uma mancha vermelha e imeditamente pensou: "Ah não..." Não demorou muito para que o mero impacto visual afetasse a sua cabeça e ela começasse a sentir as cólicas logo em seguida insultando seus próprios orgãos internos. - "Útero filho da puta..."

Ela pegou na gaveta um "Sym", não exatamente porque era a melhor marca, mas porque ela gostava demais da propaganda, colocou na mesma calcinha mesmo porque era domingo, ela não queria sair, essa calcinha já tava manchada mesmo, uma mancha a mais não ia fazer muita diferença na vida dela, o absorvente era mais pra evitar que transbordasse pra camisola, calça ou o que quer que ela fosse vestir, o que ela ainda não havia decidido.

segunda-feira, 18 de maio de 2020

Flambarda - A Detetive Elemental #48

Essa mulher tá de sacanagem com a minha cara. Falou que esse cara foi escolhido por ela e agora tá desconfiada!? Por que você não tem um diabo de um comportamento consistente, Fernanda?

- E aí, rola? - Fernanda perguntou conforme pegava uma cerveja e bebia direto da garrafa.
- Sei lá. Honestamente, acho essa experiência de casa de swing meio...
- Invasiva? - Ela até tentou completar
- Não sei... É estranho pra cacete. - Ela se virou para o barman no meio da conversa. - Me vê uma Heineken, por favor. - E se voltou para Fernanda - Mas vamo lá. Acho que não tem muito pra onde correr.
- Flambarda, querida, deixa eu te explicar, volta e meia tem anomalias acontecendo por aí. O que não falta é caso pra eu te colocar pra investigar.
- Honestamente... - Flambarda deu uma bicada na garrafa de Heineken. - Acho que eu vou me sair melhor por aqui.

Nisso, Sofia e Fabiana voltaram de onde quer que estivessem e se sentaram de modo a isolar Brahma, mas ainda assim conversar com sua amiga.

sábado, 9 de maio de 2020

Flambarda - A Detetive Elemental - Studio #4

- Fala meu povo! Aqui é a sua querida ruiva, louca, desbocada, favorita (ou não). Faz um tempo que vocês não me vêem por aqui. Também, o escritor fica de sacanagem, mimimi, "ai vou escrever um livro, vou ficar famoso, mimimi, popopo..." e fica aí enrolando esta porra. - Ela aponta o dedo para o céu. - Tu mermo, seu merda. Fica enrolando, não bastou a estória ficar uma bosta tu nem pra se dignar a ajeitar.
- Calma Flam - Fabiana abaixa o dedo da jovem - gritar assim não ai ajudar ninguém. Olha. Ele tá até tirando a poeira da gente. Vai que dessa vez engrena? Pelo visto ele só pega no tranco, se é que ele vai levar um tranco.
- Ah mas se ele não levar um tranco eu mesmo vou dar um tranco nesse filho da puta.
- Tá bom, Flam. Acho que já deu. - Priscila disse, se aproximando.
- Tá bom é o caralho! Mais de um ano que essa porra não escreve merda nenhuma. Eu to ficando cansada! Eu quero que a estória continue! Não quero ficar presa nesse ano! Tem uns maluco que tão falando que a presidente vai tomar impeachment e os escambau.
- Mas vai.
- Ah é verdade... - Então! Dá o impeachment logo nela e faz minha estória andar pra frente, misera. Me tira da geladeira. Me joga na parede e me chama de lagartixa! FAZ ALGUMA COISA, HOMI!
- Desculpa gente. - Fabiana e Priscila  empurram Flambarda pra longe da cena, enquanto Sofia chega se desculpando. - ela tá um pouco exaltada, mas o fato é que a estória deve voltar a ser escrita, SE DEUS QUISER. Na verdade ela vai ser reescrita a partir de algum capítulo porque de acordo com o nosso roteirista ela começou a ficar shonen demais e ia acabar ficando muito Dragon Ball e não é essa a idéia. Se você não gostar, reclama com o roteirista, não reclama com a gente não.
- Xinga esse filho da puta direito, Sofia!
- Errrm. é. Isso aí, se vocês quiserem adicionar uma sugestão, sugiro que leiam Flambarda e coloquem seus comentários nas caixas aí embaixo. Ninguém garante que o roteirista ai seguir, mas vai que cola né.

quarta-feira, 29 de abril de 2020

Hardcore Devel #74 - Desenferrujando

Então depois de muito tempo. Eu voltei. Não eu blogueiro porque eu tento estar aqui pelo menos todo mês, mas eu programador!


E meu ambiente de desenvolvimento está de volta. Hoje eu vou falar um pouquinho dele e da paia que eu geralmente sofro pra montá-lo.

sábado, 11 de abril de 2020

Ciência Informal

Os métodos com os quais os seres humanos adquirem conhecimento é algo que pode ser considerado realmente fascinante. Esses dias eu me peguei pensando sobre esse tema diretamente, especialmente porque me admira como você sai do ponto onde você nada conhece nada sobre uma coisa para um ponto onde você está explorando aquilo em limites que poucos seriam capazes de imaginar! Como bom matemático, eu vou usar um exemplo que naturalmente vai envolver a matemática, talvez não no primeiro momento, mas em algum momento.

Você provavelmente anda, ou andou. Há alguns caso que realmente as pessoas não andam, mas ainda assim tem o seu próprio meio de se locomover. Ficar em pé provavelmente não é algo que uma pessoa pensaria em um primeiro momento, mas isso está tão arraigado em nossas mentes, que seria difícil pensar em não ficar em pé para se locomover. Tanto é que, espera-se que as primeiras formas de locomoção de um ser humano seja engatinhando porque é mais intuitivo. Aos poucos nós quebramos essas barreiras ao tentar correr, pular, saltar, e andar pela parede.

Intuição é uma palavra útil e sempre estará presente na vida dos cientistas. Apesar da dedução ser o método de se gerar ciência ela primeiro precisa passar pelo teste da intuição aquela coisa precisa ser palpável. Alguma idéia precisa ser gerada através da observação dos fatos. Ao ver que ao se jogar uma maçã pro alto ela cai sobre a sua cabeça pode não te dizer que a lei da gravidade existe, mas te diz que as coisas que sobem, geralmente caem, porém certamente não te explica porque pássaros voam.

sábado, 7 de março de 2020

Simplesmente Complexo

Daniel era um cara que tinha um estilo muito peculiar de se pensar - ele sempre tentava ver as coisas no nível mais profundo e essencial - e dessa forma ele vivia a sua vida também em níveis muito básicos. Sem dinheiro para se mudar par ao interior para viver do jeito que gostaria, vivia na periferia da cidade, e quando estrava trabalhando estaria fazendo serviços bem gerais como levantando ou pintando paredes.

Ele na verdade não via exatamente as paredes como paredes. Ele gostava mais de imaginar que aquela estrutura sólida era nada mais que barro endurecido misturado com massa de pedra. Uma massa deveras complicada de se fazer porque primeiro os caras precisam esfarelar uma coisa rígida que é uma pedra para então fazer uma massa a partir da adição de água. Para ele, uma parede nada mais era do que a própria terra moldada para um fim específico.

E isso se aplicava a outros assuntos de sua vida. Ele tinha um problema muito grande com o tempo porque para ele as coisas simplesmente eram e aconteciam. Apesar do corpo humano ter sido adaptado para ficar acordado de dia e dormir a noite, Daniel simplesmente vivia conforme seu corpo tinha vontade de dormir ou de se manter acordado, ele buscaria comida quando sentisse fome ao invés de planejar suas refeições, e geralmente trabalhava por pratos de comida ao invés de dinheiro.

Não só isso. Os seus dias da semana não eram exatamente planejados. Se era domingo e ele estava perto de uma igreja, ele iria a missa, ele iria a um evento caso estivesse perto, dificilmente se lembraria caso tivesse sido convidado para algo. Um dia de cada vez, sem muito se importar com o que estaria por vir, criando a menor quantidade de expectativas a possível. Não havia o que se comemorar ciclicamente, apesar de algumas pessoas ainda fazerem, e ele festejar com elas, mas planejar tal festa, certo que não.

Depois de um tempo, Daniel não foi mais visto. Alguns dizem que ele se entocou na floresta vivendo na forma mais selvagem a possível. Outros dizem que viajou para um templo na china para lá viver como monge um dia de cada vez. Curiosamente, muitas possibilidades foram mencionadas, exceto pela mais comum de todas, a morte.