segunda-feira, 21 de agosto de 2023

Hardcore Devel #75 - Sistemas Sustentáveis #5 - Inicialização

 Vamos começar a voltar com algum estilo, vamos voltar a falar sobre sistemas, e como sempre com foco na sustentabilidade deles.


E depois de tanto tempo, vamos tentar manter a proposta, apesar de que agora os tempos são outros. Algumas coisas se mantém. Aquilo que eu falei no passado ainda está vivo. O Windows ainda permite você gerenciar memória virtual, apesar dos HDs hoje em dia serem uma coisa diferente. Quando eu falei no passado, o SSD já estava em ascenção, e hoje em dia quase tudo que você encontra já é um SSD. Sistemas com SSD tem muitas particularidades e uma vida útil menor do que HDs padrão, a questão é que, por conta do obsolescência programada, a gente dificilmente vai notar isso. Talvez se você acompanhar essa série aqui...

domingo, 20 de agosto de 2023

Doce Veneno

Dói, mas não é no corpo. É lá dentro, na cabeça, na alma, naquilo que faz a gente se preocupar. Naquilo que também está tentando se despreocupar. Essa contradição na minha cabeça é complicada de se lidar. Se por um lado eu penso em tomar apenas mais uma dose pra aguentar o estado atual, eu sei que isso está me destruindo e vai cobrar de mim no futuro. Parece que não tem escolha. Parece que eu só tô retardando um fim trágico.

É isso mesmo? Apenas uma tragédia anunciada? Depois de gastar tempo e esforço em um monte de coisa, eu simplesmente quero tomar mais uma dose do veneno. Em algumas perspectivas isso é apenas o esperado, só que não pára por aí. Depois de me drogar, minha própria cabeça vem e me diz que eu to errade. Pra que!? Qual é o seu ganho nessa jogada!? Não faz sentido você me culpar por tentar escapar das situações que são complicadas de se lidar pra depois vir e dizer que eu estava errade! Porque, no final das contas, eu não to bebendo um elixir mágico restaurador de vitalidade! Eu to bebendo o doce veneno!

E, na moral, eu to cansado de beber veneno. To cansado de ficar me envenenando pra você depois vir aqui dizer que eu to fazendo a coisa errada. Me diz qual é a coisa certa então! Diz aí pra onde eu tenho que ir, ou o que eu tenho que fazer! É muito fácil dizer que eu tenho que descobrir sozinho depois de me tirar o chão. Depois de me fazer ficar acordado até sabe-se lá que horas matutando como é que eu vou me purificar desse veneno bebendo um gole de cada vez dele. Porque se eu não me drogo, você reclama, se eu o faço você reclama também. Eu to cansado. Você é minha mente, minha alma. Não pode me deixar assim na mão.

Responde, sua inútil! Responde! O nosso tempo tá acabando, e tá ficando mais curto a cada dose. A gente não pode continuar encurtando a nossa vida sob o pretexto de evitar um encurtamento prematuro definitivo porque, novamente, isso é só uma postergação do invevitável, ou pelo menos, se eu realmente estiver sendo salvo a cada dose de veneno, pelo menos não aja contra mim. Não precisa me ajudar a me levantar pro dia de amanhã. Só de não dizer que eu to cometendo um erro, eu já fico feliz.

domingo, 28 de maio de 2023

Recomeçar do Zero

Eu te amo.

Mas dizer isso não basta. As palavras são levadas pelo vento. A escrita em algum momento se apaga. E eu só queria não ter errado tantas vezes.

Mas isso era possível? Será que um dia eu vou parar de errar? As evidências mostram que não. Conviver é errar. Quem convive, transita entre a linha cinzenta daquilo que é bom para si e para e outre. Pendendo, ora para um lado, ora para outro. E de fato, a gente sempre quer pesar para o nosso lado a gente quer o nosso melhor.

E se entre nós dois não tivesse essa linha. A gente apaga ela pra que não tenha mais o meu lado e o seu. Chega dessa forma individualizante de pensar. Eu não quero mais isso. Eu já quis, achei que as coisas seriam separadas porém convergentes. Só que tá impraticável. Isso não tá dando certo. Esse tipo de discurso vai fazer as coisas ruírem como já quase ruíram no passado.

Chega. Não tem mais divisão. A gente precisa mudar. Talvez você já tenha mudado e eu não tenha percebido, todavia, eu vou recomeçar do 0, e esse 0 é o ponto de partida onde o nosso amor já está estabelecido. A partir daqui eu preciso derivar para algo melhor. Dizem que é bandeira vermelha quando alguém diz que tá tentando melhorar pra você, mas isso é o pouco que eu posso oferecer.

Eu vou recomeçar quantas vezes forem necessárias. Pelo noso amor, sempre valerá a pena.

sábado, 4 de fevereiro de 2023

Flambarda - A Detetive Elemental #63

- Senhora! Essa bolsa é minha!

Flambarda não tinha razão alguma pra não acreditar na mulher a menos de um objeto dentro da bolsa. Uma bijouteria que concentrava uma energia branca, algumas que fluiam até dela mesma para dentro da bolsa. Ela não sabia exatamente o que fazer então ao invés de entregar na mão da moça, ela preferiu entregar ao agente de segurança que estava se aproximando.

- Aqui. Toma. - Ela quase que arremessou a bolsa no agente
- Ei! Volte aqui! Você agora está envolvida nisso.
- É claro que eu estou envolvida. Eu sempre estou.
- Cê tá passando bem, colega? - O agente perguntou, tentando intimidá-la mas o humor da detetive não estava dos melhores.
- Eu tô! Tô ótima! Essa perseguição então fez a adrenalina ir lá na casa do caralho e eu to lokarassa!

Nesse meio tempo, Jessica, Elimar, e Shou chegavam juntos a cena. Pareciam bastante confiantes de que tudo ia dar certo, apesar das coisas já estarem dando errado, que caminharam em um ritmo normal. A mãe de Flambarda fez o favor de levar o copo do Starbucks de sua filha para que ela pudesse consumir a bebida em seguida, mas o clima era de tensão.

- Fala direito comigo, porra! - O agente bradou
- Porra é o cu da cachorra! - Ela respondeu
- É isso, você vem comigo! - Ele então foi pegá-la pelo braço para conduzí-la mas Elimar interveio.
- Calma, jovem. Você viu o que aconteceu, não viu? - A voz do professor era serena, quase um calmante natural. E ele fez questão de tocá-lo no ombro. - Ela evitou que uma bolsa fosse furtada, mas queria se certificar apenas de que essa ainda era a bolsa certa.

O agente olhou para Elimar, depois pra Flambarda, e depois pra Elimar de novo. Ele parecia um pouco confuso, afinal realmente as pessoas em volta confirmaram conforme o que professor disse. E talvez o melhor a se fazer mesmo seria avaliar a bolsa antes de devolver para a moça que alega ser a dona.

terça-feira, 20 de setembro de 2022

Flambarda - Studio #5

- Nossa! Você não tem vergonha não!? Só pra ficar bonitinho?
- Tenho não! E assim, tá, melhor?
- Não! Tá loko! Volta!
- Certeza?
- Nenhuma
- Pronta?
- Não, mas bora lá, né?

Flambarda então se volta pra câmera com seu estilo habitual, de rabo de cavalo e roupa casual. A luva, sempre presente.

quarta-feira, 10 de agosto de 2022

Flambarda - A Detetive Elemental #62

 "Flambardaaaaaaaaa!" - Gritou a atendente do Starbucks

- Ah! Olha! Minha vez! - Flambarda disse, se levantando
- Que velocidade!
- Oi! - Ela diz conforme se aproxima do balcão. - Cadê meu capuccino?
- Ah! Eu só queria saber se você gostaria de canela.
- Soca nela. - Ela disse, provocando
- Oi!? - A atendente tomou um susto.
- Soca CA-nela. - A detetive enfatizou
- Ah, sim.
- Mas soca nela também.
- Qual é a tua, hein!? - a atendente perguntou
- Falta de sexo. - Ela disse conforme apoiava o queixo no braço e o braço no balcão. - Parece que eu tô te cantando mas você não faz o meu tipo.
- Qual tipo?
- Homem.
- Ah. Justo. Soca nela?
- Soca nela.

Ela e a atendente riram bem discretamente e piscaram um olho uma para a outra. A detetive pegou o copo cheio de capuccino e o levou a mesa para voltar a sua conversa. O problema é que nesse curto espaço de tempo ela não estava abstraindo o movimento dos elementos, que passavam a bloquear as suas costas. A jovem já tinha sentido essa sensação antes, e sabia que havia alguém olhando e além disso ela conseguia estimar a direção, então se virou tão discretamente como um cavalo e viu uma figura rapidamente baixar a cabeça, deixar os cabelos cairem e fingir que estava jogando no 3DS.

segunda-feira, 8 de agosto de 2022

Gratidão? Pelo que?

Dizem: "Seja grato pelas coisas, porque tem gente que nem isso tem."

Nossa, eu odeio isso. A frase podia ser só "Seja grato pelas coisas." e fim. Porque gratidão é algo importante, e a gente as vezes não pára pra analisar o quanto a gente tem que ser grato só pelo fato de ter comida na mesa, mas é um pouco questionável também porque você de fato não tá recebendo isso de graça. Você está consumindo um monte de serviços - injustamente remunerados, diga-se de passagem - mas teoricamente por um preço justo. E aí a gente vai falar de gratidão? Pelo que? Qual é a graça que realmente estamos atingindo. E talvez a gente tenha que falar um pouco do significado de Graça também.

E tem alguns significados aqui pelo Michaelis:
  1. Ato de benevolência ou favor que se faz ou se concede a alguém; benesse, mercê: O dono do restaurante concedeu a graça àquele pobre homem de almoçar lá todos os dias até que arrumasse emprego.
  2. [TEOL] Dom sobrenatural ou socorro espiritual concedido às criaturas por Deus para conduzi-las à salvação, para a execução do bem e para a santificação; bênção, dádiva: “Se despia aos poucos dos seus pecados para aparecer puro aos olhos de Deus e poder merecer a graça de se vestir com as vestes dos sacerdotes. Pensava mesmo em arranjar um lugar de vendedor de jornais para fugir do pecado diário do furto” (JA).
  3. [TEOL] Dádiva concedida a alguém, independentemente de prévio merecimento: O rapaz conseguiu a graça de arrumar um novo emprego em menos de um mês.
  4. [TEOL] Bondade de Deus, que concede ao homem favores, mercês: “E onde está esse teu pai inglês, que faz ele? – Vive na Inglaterra, não temos notícias há muitos anos. – Na companhia da senhora tua mãe, naturalmente. Diz-me lá. – Não, Monsenhor, minha mãe vive cá na Bahia, com a graça de Deus, e é professora das primeiras letras” (JU).
  5. Estado de quem está em contato com Deus, pela ausência de pecado: Acho que ele morreu em estado de graça.
  6. Sentimento de estima em relação a alguém; amizade, apreço: Aqui nesta vila sou feliz, pois tenho a graça de todos os moradores.
  7. Encanto ou airosidade de uma pessoa, no modo de falar ou de comportar-se; graciosidade: “A viveza, a graça e o espírito da encantadora menina tinham feito desaparecer meu natural acanhamento, nós estávamos como dois antigos camaradas, quando fomos interrompidos em nossas travessuras por um outro menino que para nós corria chorando” (JMM).
  8. Nome de uma pessoa: Qual é a sua graça?
  9. Pronome de tratamento reverente para duques, duquesas e arcebispos: Vossa Graça deseja mais alguma coisa?
  10. Aquilo que é divertido ou que faz rir; brincadeira, palhaçada: Mesmo depois de adulta, continua a fazer graça.
  11. Característica de quem é engraçado, de quem tem humor: Conta piadas com muita graça.
  12. [JUR] Prerrogativa de clemência exercida por um representante da justiça, dirigida a uma determinada pessoa; perdão.