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domingo, 15 de agosto de 2021
Economia, Tecnologia e Arte
sábado, 31 de julho de 2021
Sobre Gênero e Conceitos (16+)
"Não se nasce mulher. Torna-se mulher"
- Não sei quem
Eu já escutei essa citação mas fiquei com preguiça de ir atrás pq, devido a internet, eu posso achar que quem falou essa frase foi Cecilia Meirelles, então eu não vou me preocupar com a fonte da citação que talvez nem seja uma.
Mas eu to fazendo uma coisa difícil, eu to tentando raciocinar em cima das questões de gênero e desconstrução que são coisas, mais do que importantes, interessantes. Sobre o que eu entendo como mulher e como homem. E quando a gente escuta diferentes pessoas de diferentes histórias falando sobre esse mesmo assunto, fica meio difícil de não pensar sobre isso e não pensar sobre o que nós mesmos pensamos sobre gênero.
Eu acho isso importante, porque a gente fala bastante sobre a identidade de gênero, mas ninguém nunca falou o que define um gênero, apesar disso ser uma idéia bastante binária há algum tempo atrás, conforme a sociedade se transforma esse conceito se transforma também, então o que eu vou falar é unicamente a partir da minha experiência.
segunda-feira, 28 de junho de 2021
Eu não sei ler
Calma, é um pouco mais profundo. Entender isso de forma literal, implicaria em dizer que eu não faço a mínima idéia do que eu estou escrevendo, e se você conseguiu ler esse texto até aqui, quer dizer que tanto eu, quanto você sabemos ler alguma coisa.
Alguma coisa.
Eu digo isso porque, linguagem se tornou algo fascinante pra mim. Não só pelos vídeos da Jana Viscardi, mas também pela questão da paternidade. Oras, as crianças não nascem sabendo qualquer linguagem que você fale. Elas lentamente vão aprendendo conforme convivem, e, dessa forma, naturalmente, atribuem significados diferentes as coisas, por mais semelhantes que esses significados sejam. Um nome não é nada mais que um mero encadeamento de fonemas, ou de letras, dependendo da forma como vocë o expressa, que a gente usa pra tentar encapsular um determinado conceito. Não é de se admirar que muitas palavras são criadas por justaposição, prefixagem ou sufixagem. A gente, ou pelo menos eu, entendo o miojo como um macarrão instantâneo, que demora 3 minutos pra ficar pronto, mas eu não crio uma palavra diferente para o braço da cadeira, mantendo dessa forma a clássica catacrese.
Note como prefixagem e sufixagem denotam idéias parecidas e tem um ponto de diferenciação da primeira sílaba, onde o pre traz uma idéia de algo anterior, e o su traz uma idéia de algo posterior, apesar de, pra mim, su não ter nada de posterior. Na verdade, su, pra mim é pra trocar de usuário nos sistemas Unix.
segunda-feira, 10 de maio de 2021
Polêmica #83 - Karol Conka - Preconceito, Redenção e Sociedade
Faz muito tempo que eu não escrevo nada sobre polêmica. Provavelmente porque pra escrever sobre as coisas, se você quiser escrever bem, você precisa ler pelo menos 2x mais sobre o assunto. A não ser é claro, que você esteja escrevendo um monte de aleatoriedades, que é mais ou menos o que eu faço.
Mas eu hoje eu vou tentar ser um pouco melhor e vou falar sobre fatos um pouco mais recentes, uma pessoa que movimentou, e ainda vai movimentar o mundo devido ao impacto que gera na imprensa e nas redes sociais. Sim, como já diz no título, eu vou falar sobre Karol Conka
Um pouco atrasado, talvez, mas achei que está no momento apropriado.
Antes de você continuar a ler o texto, eu gostaria de colocar observações bastante pertinentes sobre ele:
- Eu nunca sofri racismo, então minhas percepções podem estar equivocadas
- Eu não conheço a Karol Conka com tanta profundidade, então é possível que eu esteja sendo impreciso com detalhes relativos a sua trajetória
- Leia o texto e não se prenda ao título
domingo, 25 de abril de 2021
Aether e Rethea #10
sábado, 23 de janeiro de 2021
Tirando a Poeira
Já faz um tempo que eu não escrevo aqui, mas eu não sei porque eu ainda insisto. Isso não é minha profissão, não paga conta nenhuma, e não me torna mais culto, a grande pergunta é: Se de nada serve, então por que insistir?
Não é como se alguém fosse aleatóriamente ler o blog e gostar de alguma coisa. Dizer que isso é impossível é uma falácia, mas posso dizer que beira a impossibilidade. Qualquer escritore hoje em dia está prese aos algoritmos que sugerem conteúdo, por mais que sejam capazes de divulgá-lo em milhares de plataformas. Ainda mais os escritories que, certamente não morrerão, mas tem o seu espaço reduzido mais e mais conforme a mídia evolui. A mídia, por mais audiovisual que seja, ainda precisa da escrita, aquilo que se vê, muito geralmente é um texto reproduzido em formato de vídeo, e portanto leitories e escritories sempre estarão por aí.
O mundo corporativo também precisa de escritories, pessoas que escrevam documentos cada vez melhor elaborados, pessoas que não só escrevam mas que também leiam o material que outras pessoas escreveram para embasar os seus textos, textos completamente diferentes deste, que é feito sem embasamento, sobre pura experiência anedótica. A ciência cresce se apoiando em si mesma, subindo sobre si como um carpinteiro fazendo uma escada conforme a sobe. Mesmo as descobertas que quebram os conceitos atuais, como a relatividade causou uma reviravolta na física newtoniana, ainda são degraus acima que se apoiam sobre o que já existia anteriormente, mesmo que de forma interrogativa. Este, não é um texto científico, ou pelo menos não tem este objetivo.
Mas e isto? Este texto não passa de um mero desabafo, mais um de muitos. Não é de hoje que os seres humanos colocam suas idéias frustrantes no papel. De alguma forma, parece que escrever sobre elas os ajudam a lidar com elas. Como muitas outras pessoas, eu também tenho muitas idéias frustrantes, que talvez não sejam tão frustrantes para alguns, pois seres humanos diferentes possuem experiências diferentes, e portanto sabedorias diferentes para resolver as situações da vida. Isso não impede, e na verdade mostra o quanto é necessário que as pessoas troquem as experiências entre si. Colocar as coisas no papel marca um registro que pode ser lido diversas vezes por quantas pessoas cruzarem com ele, e assim propagar "o mesmo conhecimento" muitas vezes.
Porém é impossível que um mesmo texto propague o mesmo conhecimento porque es leitories são diferentes, e nós não só lemos palavras, como também as interpretamos, e interpretação é feita não só com as palavras que estão no texto mas também com todo o conhecimento que e leitore adquiriu até aquele ponto de sua vida. Isso também mostra que a releitura de uma obra pode ser tão importante quanto a primeira leitura, porque ela provavelmente nos trará uma visão diferente da obra desde que a nossa visão do mundo tenha mudado entre as duas leituras.
E a pergunta ecoa: "Se de nada serve, então por que insistir em escrever?"
Porque é uma forma de me libertar, é uma forma de treinar, é uma forma de fazer um pouco aquilo que nos torna um pouco mais humanos. Especialmente nesses tempos de pandemia onde o contato social é ainda menor. Escrever é uma atividade gratuita, pelo menos pra quem já sabe, então demanda um recurso que nós já temos em abundância, que é criatividade e raciocínio.
Talvez eu não seja muito assíduo. Provavelmente porque a escrita não é a minha atividade de escape principal, mas ela ainda está aqui, e quando tudo mais falhar, provavelmente é a ela que eu vou recorrer.
domingo, 1 de novembro de 2020
Lenora Beechsprite - Spin-off de Flambarda
Lenora era uma pequena pixie, vinda de um lugar longínquo
para ver aquela que havia se transformado em seu ídolo. Onde ela morava, ela
podia ouvir muitas história sobre a portadora da Alabarda Flamejante, mas vê-la
era algo que nenhum deles ousava fazer, talvez fosse possível que Flambarda nem
pudesse ver Lenora, não se sabia de humanos que pudessem ver as fadas ou os
elementais, mas ela tinha esperanças que conseguiria, aquele era seu sonho.
A pequena pixie olhou mais uma vez para o pequeno pedaço de
papel meio amassado, que ela carregava com dificuldade, ela não era muito boa
usando instrumentos humanos, mas usou os pesados instrumentos de desenho para isso,
com todo carinho de uma fã pelo seu ídolo, ela fez um desenho, meio
desengonçado de Flambarda e queria dá-lo para a jovem “Flammy” como ela apelidou
carinhosamente.
Ao longe ela viu o cabelo vermelho da menina saindo de uma
loja, ela só precisava segui-la, isso parecia fácil, se pixie não fosse
invisível aos olhos humanos, tudo que os outros viam era um pequeno pedaço de
papel dobrado sendo guiado pelo vento e batiam com a mão para que o papel não
parasse em seus rostos.
Lenora perdeu a conta de quantos safanões levou de humanos e
eles eram doloridos, dado o tamanho da pequena fada. Ela já estava sem forças e
sem esperanças, quando finalmente avistou “Flammy” mais de perto, agora ela só
precisava entregar o desenho e se apresentar e seu sonho se realizaria.
Ela estava quase alcançando, quase conseguindo, quando sua
mãe teleportou bem ali diante de seus olhos. Tudo estava acabado, ela sabia que
não ia conseguir realizar seu desejo e falar com a portadora da luva.
Raven, a matriarca da família Beechsprite estava parada, de
braços cruzados diante da filha.
- Bonito Lenora, se colocando em risco e correndo o risco da
nossa raça ser descoberta, apenas pra falar com uma humana.
- Mãe, mas ela não é uma humana qualquer, ela é portadora da
luva, a dona da alabarda flamejante....
- Silêncio, Lenora! Ter uma luva mágica não faz dela menos humana
e você sabe que nossa raça abomina humanos, por todo sofrimento que eles causam
à natureza.
- Mas mãe, é rápido, eu só quero que ela veja o desenho, eu
prometo que ela não vai me ver.
- Porque vai ser super normal, pouco motivo pra ela
desconfiar, um desenho caindo na cara dela do nada. Além disso, nossas tintas
não apareceriam para ela, pois são especiais.
- Eu sei, por isso eu usei equipamentos humanos.
- Você fez o que Lenora? Já ouvi demais! Você teve a audácia
de ofender nossa raça usando instrumentos humanos.
Raven não dá mais espaço pra filha falar, apenas a pega pelo
braço e teleporta, não antes de Lenora soltar o papelzinho com o desenho que caiu
bem em cima do nariz de Flambarda.

