domingo, 6 de maio de 2018

Flambarda - A Detetive Elemental #7

- É só o destino em ação, Flam. - Rodney falou com serenidade.
- É um bicho do capeta, isso sim. - Ela respondeu se levantando. - E pelo visto você sabe alguma coisa sobre eles.
- São Malamorfos. Geralmente são pessoas consumidas pelo "nada".
- Você já enfrentou um desses antes!?
- Já. Nós precisamos purificá-lo antes que seja tarde demais. - Conforme ele disse isso, a criatura vinha novamente em carga, Flambarda viu mais luzes se concentrarem e se tornarem mais brilhantes no corpo dele.
- E como a gente faz isso?
- Primeiro, a gente precisa deixá-lo inconsciente.

Conforme ele disse isso, a criatura já havia desferido um salto em sua direção na tentativa de subjugá-lo, porém ele já estava pronto para o que viesse e acertou um soco em cheio que fez a criatura parar pendurada em seu punho. E como se não bastasse, desferiu com a esquerda um cruzado e finalzou com uma belo Swing que fez o corpo inconsciente da criatura bater e rachar o chão.

Após isso, Rodney tirou um frasco, de dentro de sua jaqueta marrom, contendo algo que parecia ser água luminosa. Ele fez uma pose que parecia ser de desenho japonês, recitou algumas palavras que ela não conseguiu entender e de repente uma espécie de fogo fátuo saiu da água e invadiu o corpo corpo do malamorfo fazendo com que ele tomasse a forma de um ser humano. Ele parecia ser um daqueles pivetes de favela que foi abandonado pela mãe antes mesmo de nascer e o fato do nada ter tomado o corpo ele parecia ser algo particularmente intuitivo.

sábado, 5 de maio de 2018

Flambarda - A Detetive Elemental #6

Flambarda estava no banheiro usando apenas lingerie e aquela maldita luva. Ela ficava pensando em como iria tirá-la sem arrancar a mão fora. Se pelo menos ela conseguisse contactar aquela criatura nos sonhos dela novamente, talvez ela tivesse uma chance de descobrir o que fazer. Até porque, quando a criatura estava no sonho ela ela não estava com a luva.

A porta estava fechada, e tudo no banheiro parecia na mais perfeita ordem, execto pelo seu próprio corpo que ela examinava cabisbaixa. - Tô gorda... - Até que subitamente a luz branca que iluminava tudo deu lugar a uma luz vermelha, similar aquelas de laboratório de fotografia, isso começou a gerar um certo pânico e desespero fazendo a luva incendiar instantâneamente com uma chama brilhantes que parecia não conseguir iluminar o recinto. A sua imagem no espelho se metamorfoseava numa cara horripilante sem os olhos, careca, sem o nariz e com um monte de dentões grandes pontudos e horripilantes. A criatura ria com uma risada macabra como se pudesse vê-la e ver o quão patética ela era.

O pânico chegou em seu pico. Ela tentou abrir a porta sem sucesso, e quanto mais ela se desesperava, mais a criatura ria, e ia escurecendo o local. Sem conseguir abrir a porta e imaginando que não teria outro jeito de escapar, ela concentrou toda a energia gerada em um único soco bem no meio daquela fuça. O soco quebrou o espelho em milhões de fragmentos e parecia ter quebrado também a parede, e ela no meio do sonho se viu começando uma queda em câmera lenta em direção a rua.

quarta-feira, 2 de maio de 2018

Flambarda - A Detetive Elemental #5

O Salão parecia mais uma igreja. Um altar bem decorado com uma estátua gigante de uma criatura encapuçada no final. A criatura encapuçada também tinha um katar na mão direita, o que tornava tudo muito mais mórbido ali. Tudo era bem iluminado por luz elétrica mesmo com umas lampadas fluorescentes bem parrudas, e também era possível ver que haviam dois ar condicionados splits ligados na temperatura mínima.

E o cara que estava lá parecia um cara que se misturaria no meio de qualquer multidão, a menos da barba um pouco mais espessa, mas o tênis era Mizuno, a bermuda cargo verde musgo e a camisa regata preta. Além do tênis, nada com uma marca exposta, como se tivesse sido costurado por alguma pessoa. Ele se aproximou lentamente de Flambarda o que a deixou um bocado nervosa, nervosismo esse que foi acentuado pelo lugar e acabou manifestando as chamas da luva.

- Ora ora. Então ela realmente tem um Luvetal.
- Bom, esse era o meu destino não era? - Reclamou Rodney.
- Sim, Rodney. Agora precisamos que ela cumpra o destino dela.
- Ah claro. Ninguém pergunta pra Flambarda se ela quer fazer isso... Muito bem senhores. - Ela bateu palmas sem medo de queimar as mãos, afinal já não havia se queimado esse tempo todo.

terça-feira, 1 de maio de 2018

Flambarda - A Detetive Elemental #4

Flambarda sabia que tinha pouco tempo devido a fuligem que já estava cobrindo o lugar, mas jogou o homem no chão apontou o punho com a luva para ele, apesar de não ter chama nenhuma e o puxou pela gola.

- Quem é você? Responda rápido se quiser ter alguma chance de sobreviver.
- Eu sou Rodney. Eu sou da Sociedade Druídica do Rio de Janeiro. Por favor me salve! - Ele dizia, desesperado.
- E como sabe meu nome!?
- Eu descobri em um dos rituais da sociedade! Me desculpa, não foi minha intenção! Me tira daqui que eu te explico tudo!
- É bom explicar mesmo. Cubra a sua cara com a camisa e vamos embora.

Ela o ajudou a levantar novamente e foi carregando-o para fora. Nisso o seu celular já estava tocando, mas ela não parou pra atender pois precisava sair daquela ambiente antes de fazer qualquer coisa. Não demorou muito para eles chegarem na plataforma da Estácio, onde um pequeno grupo de pessoas se formava e rumava para fora da estação. Os bombeiros já estavam no local pouco depois do ocorrido, e outros funcionários do Metrô Rio estavam lá para ressarcir pessoas.

Já o celular de Flambarda não parava de tocar, era Fabiana que ligava desesperada vendo o noticiário da televisão do buteco que tinha do lado da unversidade. Já era a 5a. ligação.

sexta-feira, 27 de abril de 2018

Flambarda - A Detetive Elemental #3

Dia seguinte de manhã. Flambarda acorda tarde nas suas habituais 9:00 que é a hora que começa Ana Maria Braga. Um programa que não ia fazer quase diferença na vida dela porque ela não cozinhava, apesar de todas as outras reportagens, sendo que no final das contas ela via mesmo pra ficar com água na boca vendo a mulher fazer todas aquelas comidas e pra rir com as tiradas do Louro José.

Ela passa 1h do dia na cozinha comendo cereal com leite, nessa ordem especifica, e vendo o bendito programa. Daí quando acaba o programa é hora de fazer aquela coisa difícil, se arrumar pra ir pra faculdade. Fica ainda mais difícil porque ela lembra que tem amigas e geralmente decide colocar o celular no Viva-voz dentro do banheiro. Por causa disso ela toma banho frio porque a mãe já avisou que a conta de luz vem muito cara pra tomar banho quente.

E ela ainda tinha que contar das amigas daquele sonho de ontem. Fabiana certamente diria um monte de abobrinha sobre o que ela sonhou, por outro lado, Sofia gostava daquela linha de Freud que analisava os sonhos, então fazia todo o sentido ligar pra ela.

segunda-feira, 23 de abril de 2018

Flambarda - A Detetive Elemental #2

- Ta maluca, Sofia!? - Disse Fabiana.
- Não. Oras, a gente não achou nada no Google, então so indo na Deep Web.
- Negativo! - Replicou Flambarda. - Se eu entrar na Deep Web vai vir uns trinta estupradores atrás de mim. Não, não e não!
- Tá, mas e se a gente falar com o Japa?
- Que que tem o japa, Sofia?
- O japa deve saber entrar na deep web pra procurar essas coisas, não?
- Taí... ate que tu não é besta não. - Disse Fabiana. - Eu tenho o telefone do Japa aqui. Vamo ligar pra ele.

Não foi muito difícil. Eram 9 horas da noite e o Japa raramente ficava longe do telefone, mesmo quando estava carregando.

- Alô?
- Alô, Japa? Aqui é a Bibi!
- Ah! Oi Bibi! - Ele estava acordado.
- Japa, preciso pedir um favor seu.
- Eu já imaginava... - Ele disse numa voz arrastada. - O que você precisa.
- Você já entrou na Deep Web?
- Que!?
- Você já entrou na Deep Web? - Ela repetiu pausadamente
- Cê tá doida!?
- Eu não!
- Eu não entro em Deep Web não!
- Tá, mas você sabe como entrar?
- Eu não! - Era mentira ele sabia sim.
- Ah, cara! Fala sério! Tu é Japa! Todo Japa sabe essas paradas!

quinta-feira, 19 de abril de 2018

Flambarda - A Detetive Elemental #1

Flambarda era uma menina normal cursando a faculdade de administração. Ela veio de uma família de classe média, e gostava de pintar o cabelo de ruivo cor de fogo apesar de ter nascido morena. Ela era caucasiana de 1,74. e tinha um leve volume na barriga também conhecido como gordura. Ela não era a pessoa mais fit do mundo uma vez que adorava um podrão, mas ela tentava ir a academia de vez em quando.

Ela não usava nenhuma vestimenta que chamasse a atenção também. Calça jeans pra evitar olhares, camisa sem manga pra aguentar o calor do Rio de Janeiro, tênis Mizuno branco encardido pra não atrair muitos olhares... A maior característica era o rabo de cavalo típico, o cabelo liso solto só dificultava a vida porque fica caindo na cara. E como toda boa estudante, estava sempre carregando uma mochila com um só caderno, porque quem é que fica anotando tudo que se aprende na faculdade né?

Nada de diferente até um evento abnormal acontecer na sua vida. Ela estava voltando da Universidade no centro da cidade e viu uma luva vermelha jogada no chão, que caiu bem em cima daquela poça de água suja formada pelas gotas que caem dos condicionadores de ar dos prédios. Se fosse uma história real, provavelmente ela desviaria e deixaria pra lá, mas como esse é um conto de ficção, tomada pela beleza bom estado da luva. ela a pegou e a examinou.