quinta-feira, 31 de maio de 2018

Flambarda - A Detetive Elemental #19

- Então tá. Amanhã eu vou pra academia então de manhã cedo e depois eu vou pra SDRJ, ela fica na biblioteca popular da Tijuca. Cês sabem onde que é? - Flambarda ofereceu enquanto saltavam na Central.
- Negativo. - Disse Sofia.
- Nope. - Respondeu Fabiana.
- Então vocês me encontram lá na academia umas 10:00.
- Mas eu tenho estágio de manhã, Flam. - Bibi reclamou.
- Caralho...
- Não pode ser de noite, Flam? - Perguntou Sofia.
- Sei lá. Eu nunca fui lá de noite. Só de madrugada.
- Porra, madrugada!?
- Ei! Não é você que usa uma luva maluca, tem pesadelos insanos e acorda as 2:00 da manhã querendo resposta pra um monte de pergunta que você nem sabe se tem reposta!
- Eita. - Disse Bibi
- Eita. - Disse Sofia devido ao delay de comunicação.
- É. Pois é. Quem ta se fudendo nessa história sou eu. - Flam continuou.
- Pô, Flam, vamo depois da aula amanhã, vai. - Bibi insistiu.
- Tá bom... Tá bom... Depois não reclama se a gente encontrar o Rodney no meio do caminho.
- Uai o Rodney?
- É. Amanhã eu explico melhor, a Bibi ficou comigo até chegar o meu metrô. - Gritou Flambarda conforme chegava o trem pra Tijuca. - Amanhã depois da aula então, suas vadias.
- Beleza!
- Combinado! - Sofia falou em seguida.

"Não... Elas estão de sacanagem. Elas tem que estar de sacanagem. Elas querem entrar no mesmo buraco que eu me enfiei? Só tenho amiga doida? - Flambarda estava perdida nos próprios pensamentos. Ela colocou as musicas que ela baixou da internet pra tocar no celular enquanto futucava o Facebook pra ver se distraía a cabeça e infelizmente lá estava a notificação de solicitação de amizade do Rodney. - "Esse filho da puta quer me stalkear até aqui!? Vai se fuder!" - Mas ela aceitou do mesmo jeito porque ia ser mais um pra curtir a fotos e no final das contas eles sempre se esbarravam no real mesmo.

segunda-feira, 28 de maio de 2018

Flambarda - A Detetive Elemental #18

Flambarda acabara de descobrir que estava sendo vigiada esse tempo todo, e parece que ela teria que recorrer justamente a quem ela não queria. Fabiana ficava pensando o que ela ia fazer para proteger a amiga porque ela já havia visto o sobrenatural antes, mas como ela poderia pedir proteção a polícia? Ela pediu que Shou organizasse as fotos pra ela apresentar como evidência de que sua amiga estava em perigo, mesmo sem saber se ia conseguir qualquer coisa.

Ja estava ficando tarde e elas precisavam sair. A mãe de Flam já até havia ligado pra ela pois ela se esqueceu de avisar que estava indo na casa do Japa. A ligação foi breve até porque ela ja estava de saída. Ja a tia deu pra elas de graça um pastel com coca-cola porque é uma sacanagem do filho dela deixar as duas damas de barriga vazia, Flambarda havia reparado mas preferiu não comentar o nervosismo das luzes do Japa. Bibi sabia de algo, mas como o celular dele já estava em sua posse, provavelmente havia algo mais.

As ruas daquela área ficavam desertas mesmo a noite então elas pegaram a rua Ibituruna na esperança de ter gente saindo ainda do campus da UVA do maracanã, mas não conseguiram nem tempo disso, pois Flambarda já estava sentindo que alguma coisa ia acontecer antes pois havia um ponto de fuga de luzes, ali perto.

domingo, 27 de maio de 2018

Flambarda - A Detetive Elemental #17

Elas foram como lobas atrás de uma presa, sendo Sofia a líder da matilha. Flambarda e Fabiana não faziam a mínima idéia da razão pela qual ela suspeitava tão fortemente do Japa, mas ela certamente teria algum motivo. Ela era meticulosa demais para não fazê-lo.

- E aí, Japa. Tranquilo?
- Fala aí Sofia. - Ele disse, sem tirar os olhos do celular.
- Dá pra olhar pra mim? - Ele o fez, e observou Flambarda e Fabiana por trás dela, mas não esboçou reação e voltou pro celular.
- Olhei.
- Que que tem de tão legal nesse celular que você não pode conversar com a gente.
- Não é da tua conta. - Quando o Japa falou isso, Bibi ficou furiosa e pegou o celular da mão dele.
- Vamos ver aqui... - Ela viu que ele estava conversando no Telegram. - Tu ta conversando com um tal de Jones. Vou mandar mensagem pra ele tá?
- Não! - Ele parecia desesperado. - Me devolve isso por favor!
- Eu não. Posso pensar no caso quando você deixar de ser babaca.
- Qual é? Eu nunca te fiz nada!
- Acabou de fazer, seu merda.
- Devolve aí. Sérião. - Ele dizia com a mão estendida.
- Eu converso com ela, mas primeiro você fala com a gente, tudo bem? - Sofia tentou apaziguar.
- Fala agora! Isso aí é crime!
- Crime vai ser se eu descobrir alguma foto comprometedora aqui! Deixa eu ver a galeria. - Disse Bibi.
- NÃO! Tá bom! Tá bom! O que vocês querem saber?
- Eu quero saber o que tem de foto aqui.
- É cara... Deu mole... - Disse Sofia pegando o celular da mão de Bibi. - Mas ela é uma pessoa legal e não vai sair vendo suas fotos, ok?
- Qual é Sofia!?
- Vaaaamos, todos para a sala enquanto não tem ninguém lá.

sexta-feira, 25 de maio de 2018

Flambarda - A Detetive Elemental #16

A ida para o centro era rápida. Flambarda não teve tempo de terminar o milkshake grande que ela havia comprado. Ela chegou no centro da cidade ainda na metade da bebida até porque a mulher do Bob`s tava com muito mal humor e saiu mal batido pra cacete, mesmo assim, ele tinha aquele gostinho de recompensa depois de tanta coisa estranha que aconteceu na vida dela e ela certamente se recompensaria mais depois porque não pára de acontecer coisa estranha com ela. Chegando na faculdade um pouco mais cedo do que a hora da aula, aproveitou para ligar para Fabiana.

- Alô, Flam!?
- Bibi!
- E aí gata! Como é que foi o final de semana?
- Ih, miga. Foi uma merda.
- Nossa! O que que aconteceu!?
- Porra, Bibi. O tal do Gerson fica me cozinhando, aquele cara lá do hospital do outro dia fica me sacaneando...
- Ah mas que filhos da puta. Quer que eu junte uma galera pra bater neles?
- Nem vai adiantar.
- Por que!?
- Porque senão o Gerson não vai me comer, e o Rain ele vai acabar batendo em todo mundo.
- Tu acha que aquele careca lá vai bater em cinco?
- Vai.

terça-feira, 22 de maio de 2018

Flambarda - A Detetive Elemental #15

Foi um sonho bom e instrutivo, e ver que ela era capaz de fazer exatamente da forma que o rapaz falou. Ela ficou tão feliz que decidiu que ia na academia hoje. Hoje aquele bando de gostosa sarada não ia casar depressão nela nem por um caralho. Ela botou seu "uniforme"  na mochila, mas foi com a roupa de academia rosa que ela havia comprado há 2 anos atrás. Ela não gostava muito porque essas roupas eram feitas justamente pra acentuar as curvas, ou a falta delas, mas como ela mesmo havia pensado: "Foda-se"

Ela ajudou a mãe a armar a mesa pro café da manhã e fez o desjejum com ela apesar da desavença da noite passada. As coisas estavam indo tão bem que Flambarda até ficou estupefacta quando sua mãe disse:

- Desculpa.
- Pelo que mãe?
- Te assustei ontem com a faca.
- Ah, relaxa, eu que peço desculpas por não conseguir tirar a luva.
- Mas como é que essa luva entrou aí pra início de conversa?
- Olha mãe, eu vou pedir pra você enconstar na parede.
- Por que?
- Porque você vai cair pra trás.
- Até parece que você me surpreende, filha.
- Ok então.

sábado, 19 de maio de 2018

Flambarda - A Detetive Elemental #14

Flambarda estava novamente em um campo aberto, só que dessas vez era a noite e diversas luzes como as que ela vê diariamente dançavam pelo ar e pelo céu. - "Graças a Deus!" - Ela já imaginou o que poderia estar acontecendo, pois não fazia muito tempo que ela havia tido aquele sonho estranho com um cara que parecia o Sean Connery. Ele havia se apresentado como Alabáreda mas ela certamente não lembrava o nome dele e essa vez quem estava lá era o Daniel Craig. Só de lembrar daquela foto Flambarda já ficava doida. Pra confirmar ela olhou pra mão e viu que a luva não estava lá. - "Yes!" - Ela comemorou mentalmente!

- Finalmente eu te encontrei, seu puto! - Ela sempre desbocada.
- Eu estive sempre aí na sua mão.
- Ei! Você não tem luzes como todas as outras pessoas! - Realmente não haviam luzes.
- É porque nós estamos em outro plano, Flambarda.
- Mas eu estou vendo...
- Sim, você está vendo a energia elemental dançando pelo ar. - Ele abriu os braços e inspirou como se etivesse admirando alguma coisa. - Não é maravilhoso?
- Maravilhoso é te encontrar, ainda mais nessa forma gato, lindo, gostoso, tesudo...
- Que isso...
- ...Pão, sonho, anjo, desejo, tentação, sexy... Acho que acabaram os nomes... Daqui a pouco eu lembro de mais.
- Você gosta mesmo dessa forma!?
- Tá brincando!? Olha pra você cara! Se eu tivesse um espelho aqui...
- Sei lá, pelo menos é melhor do que ums outras formas que eu conheço.
- E que outras formas que você conhece?
- Pierce Brosnan, Timothy Dalton...
- O primeiro é bom, já o segundo eu nem conheço...

Flambarda - A Detetive Elemental #13

Ela se arrumou do estilo Flambarda encapuçada: camisa vermelha, calça jeans, aquele mizunão, prendeu o rabo de cavalo, vestiu a capa de chuva, pegou um bloquinho de papel e uma caneta, tacou na mochila e foi sair. Avisou a mãe que ia resolver uns negócios lá fora mas que já voltava.

- Você vai sair com essa capa de chuva, filha?
- Vou sim mamãe!
- Filha tá um calor miserável lá fora!
- Sim, eu sei!
- Cê tá passando bem!?
- To sim mãe! - Ela disse enquanto fechava a porta.

Nenhuma atividade das malditas luzes no quarto do taradão do 404, ele provavelmente estava fazendo alguma outra taradice em algum outro lugar. Ela pegou o elevador e desceu normalmente. As coisas estavam tão normais que Gauss ficaria feliz com a forma que os eventos se distribuíam por esse dia, porém Flambarda estava na rua, ela mesmo sabia que isso era um presságio para que alguma coisa estranha acontecesse. Ela removou a capa de chuva antes de sair do prédio porque ela mesma achou que estava estranha demais.

Pra chegar até a delegacia ela precisava pegar o metrô, e até agora ela está preferindo evitar fazê-lo devido a última experiência, fora a possibilidade de encontrar o Rodney. Ela preferiu seguir a pé até a estação. Já fazia um tempo que ela não ia a academia, então essa caminhada devia pagar os próximos hamburgueres que ela já estava planejando comer.