domingo, 12 de julho de 2020

Flambarda - A Detetive Elemental #56

Mas manter a calma ia ser um trabalho muito difícil porque não deu um minuto e bateu a cólica. A cara dela se transformou imediatamente em um careta de dor, ao passo que ela apertava as mãos contra a barriga. Já ele super preocupado, porque ele achou que ela tava tendo alguma coisa na barriga tipo uma úlcera, ou qualquer coisa do tipo, e rapidamente a trouxe pra dentro oferecendo todo o tipo de coisa.

- Cê quer água
- Quero
- Aspirina?
- Não
- Neosaldina?
- Não
- Luftal
- Não
- Almeida Prado 56.
- Meu Deus! - Ela falava como se estivesse falando com os céus enquanto se sentava na cama mesmo. - Cala a boca! Pelo amor de Deus! - Ela pegava a mochila. - Vai pegar logo a água!
- Tá bom.

Ele se levantou pra buscar a água rapidamente enquanto ela se virava do jeito que dava morrendo de dor pra pegar o buscopan. Quando ele se virou do frigobar para ver o que ela estava fazendo e bateu o olho no remédio o que o fez compreender a situação dela imediatamente.

segunda-feira, 6 de julho de 2020

Flambarda - A Detetive Elemental #55

Flambarda e Brahma saíram do KFC e foram rumo ao escada shopping. A detetive foi reclamando do início ao fim de ter que andar aquele chão todo, enquanto pra Brahma foi como se fosse exercício. Quando entraram no shopping, a portadora do Luvetal foi em direção ao elevador, mas a outra foi em direção a escada rolante, e quando a primeira olhou para trás e viu a outra subindo na escada, gritou:

- Sério isso!?
- É claro! Cê acha que EU vou ficar três horas esperando elevador? - Brahma gritou conforme subia.

Mas ela foi compreensiva e esperou Flambarda perto da escada, sem bloquear a saída. A detetive xingava mentalmente sua companhia, que era quem ia pagar, então ela preferiu fazê-lo dessa forma, só que quando subiram pro 4o. andar ela não se conteve.

- Tu vai comprar roupa pra mim onde? No cinema? - Flambarda perguntou enquanto elas seguiam o caminho.
- Na Leader.
- Na Leader? - Ela parecia indignada - Tu num falou pra mim que tinha grana?
- É, mas agora eu quero te vestir de puta.
- Você quis dizer pobre né? Porque até onde eu saiba, puta ganha bem o suficiente pra comprar na Zinzane.
- Faz um certo sentido, o lance é que eu não quero gastar muito com você.
- E você acha que puta é barata?
- Só as que estão em início de carreira.

quarta-feira, 1 de julho de 2020

Polêmica #82 - Sobre Animes Macetados

Esse assunto vem martelando na minha cabeça por bastante tempo. Não que eu seja o critico de animes que assiste a todos os animes da temporada mas o mainstream é difícil de não aparecer


Peguei a tia do Crunchyroll pq hj é a principal plataforma de streaming de animes. Apesar do que eu vou falar não ter nada a ver com ela.

domingo, 28 de junho de 2020

Flambarda - A Detetive Elemental #54

Flambarda ligou no youtube e comçou a assistir os videos da Pri Leite conforme a Sofia havia sugerido. Ela nunca tinha feito nada de yoga então as poses não só eram complicadas de se fazer com cólica como também faziam ela sentir dor pelo resto do corpo. Cada pose nova ela se questionava se isso de fato era verdade mesmo ou se ela foi enrolada por todas essas pessoas que dizem que essa prática faz maravilhas. Acabou que não foi a academia de tanta dor, mas se preparou pra ir pra faculdade depois de tomar um Dorflex.

Ela pegou um pacote de trakinas no armário da cozinha e foi pra aula de metrô como de costume, com aquela indumentária clássica, mas o rabo de cavalo estava começando a ficar grande. Quando ela pegou o celular pra olhar novamente, lembrou que o recebeu do Elimar, um druida, e se perguntava se era certo usar, só pra esquecer disso dois minutos depois uma vez que já tinha entulhado de musica da Anitta e mais uma coisas. Resolveu tirar uma foto no metrô pra por no insta. Fazia tempo que não tirava uma.

Não tava aquela maravilha de foto, mas era melhor que nada, só pra deixar a rede social atualizada mesmo. Ela nem sabia se o Japa ainda tava tirando foto dela, mas pelo menos essa ela tinha certeza que ela mesmo tinha tirado. O dia não parecia muito convidativo. As energias passeavam vagarosamente em todos os lugares que ela olhava, e ela não sabia se isso era influência do humor dela, ou se essas coisas é que estavam lhe deixando pra baixo. A curtida de Bibi e de Sofia ajudou a levantar o astral.

quarta-feira, 24 de junho de 2020

Apenas Outra Peça no Tabuleiro

Eu acho que todo Brasileiro deveria parar pra escutar esse audio aqui.


Qualquer dia eu explico o histórico de como eu cheguei nesse vídeo, mas por enquanto eu só queria comentar um pouco das obviedades e alguns corolários.

domingo, 21 de junho de 2020

Wickert #4 - Na Antiga Mongólia

Wickertjin era um Mongol, a princípio, aleatório. Não sabia quem era o pai. Tinha um monte de irmão e de irmã. Não sabe como a mãe dele ta viva até hoje depois de dar a luz a tantos irmãos. Eles se viravam lá pra dar um jeito de pagar os impostos do império. Um belo dia os soldados vão lá pra recolher os impostos, Vêem que tem um pentelho na cara do jovem e o malandro é levado pro exército.

Até aí tudo bem, o povo meio lá que já esperava isso, o próprio jovem também. Então não era nenhuma surpresa e ele aceitou numa boa. Foi lá, apanhou mas bateu de volta porque já tava acostumado a sair no tapa com os irmãos, aprendeu a atirar de arco e flecha, a cavalgar, e a atirar uma flecha enquanto cavalga. Já aprender a ler e escrever, nada, até que um belo dia, no meio da bagunça que era o bagulho lá, mandara o próprio Wickertjin ir coletar os impostos da própria família.

Apesar de tudo, o rapaz ainda tinha uma certa integridade, até porque, só gostava bastante da mãe mesmo, o resto era só porrada, mesmo que fosse irmão. - Mas, obviamente, quem batia nos irmãos dele era ele e se outro viesse pra tentar ia apanhar muito, porque mexeu com um, mexeu com todos. - Então cobrou os impostos normal, saiu no braço com os irmãos como sempre, mas pegou o dinheiro e voltou pro chefe dele com a pulga atrás da orelha.

sábado, 20 de junho de 2020

Flambarda - A Detetive Elemental #53

- Bem vinda de volta. - Disse uma voz masculina, reconhecida até
- Argh. Que droga... - Flambarda respondeu conforme levantava. - Você de novo?
- Ei. Eu vi o que aconteceu. - Alabáreda estendeu a mão para auxiliá-la a levantar.
- Tira essa mão daqui. - Ela respondeu com um tapa na mão dele e se levantou sozinha.
- Você realmente acha que ajuda em alguma coisa me repelir desse jeito?
- Não tô nem pensando. - Dizia, virada de costas
- É. Eu sei. Quanto mais você pensa, pior fica. - Ele dizia enquanto a rodeava e ela permanecia estática. - Você mata uma vez, se sente um monstro por tê-lo feito, quer que todo mundo se isole porque você é um perigo pra sociedade, pensa em suicídio algumas vezes, tenta fazer o cálculo, acha que a morte é uma punição muito pequena e que você precisa pagar por isso...
- QUIETO! - Ela gritou com toda a força que tinha nos pulmões, ainda de cabeça baixa, chorando. E lentamente erguendo a cabeça, e mesmo sem o ver, sabendo que ele estava atrás dela, ela continuou. - É isso tudo mesmo! Você tá certo! Você não precisa ficar comigo, sua luva maldita! Vai embora!
- Bom. Quem sou eu pra falar qualquer coisa? - ele voltou a circulá-la. - Eu já vi esse filme antes. Você não me pediu pra ir embora antes. Estava curiosa, queria saber até onde isso ia. Poderia dizer até que teve um empurrãozinho de algum roteirista. E você reluta porque sabe que eu salvei sua vida. Sabe que seu destino poderia ter sido mais trágico. Pior, outras pessoas poderiam ter tido esse destino. - E então ele parou de frente para ela.

Flambarda se calou. Ela sabia que era verdade e que ela estava em contradição. As lágrimas iam parando aos poucos porque o conflito ia se tornando mais forte que a tristeza. Essa sensação que aos poucos ia se tornando raiva por não ser capaz de decidir como prosseguir. Foi quando ela se ajoelhou, e começou a socar o chão do próprio sonho.