- Bem vinda de volta. - Disse uma voz masculina, reconhecida até
- Argh. Que droga... - Flambarda respondeu conforme levantava. - Você de novo?
- Ei. Eu vi o que aconteceu. - Alabáreda estendeu a mão para auxiliá-la a levantar.
- Tira essa mão daqui. - Ela respondeu com um tapa na mão dele e se levantou sozinha.
- Você realmente acha que ajuda em alguma coisa me repelir desse jeito?
- Não tô nem pensando. - Dizia, virada de costas
- É. Eu sei. Quanto mais você pensa, pior fica. - Ele dizia enquanto a rodeava e ela permanecia estática. - Você mata uma vez, se sente um monstro por tê-lo feito, quer que todo mundo se isole porque você é um perigo pra sociedade, pensa em suicídio algumas vezes, tenta fazer o cálculo, acha que a morte é uma punição muito pequena e que você precisa pagar por isso...
- QUIETO! - Ela gritou com toda a força que tinha nos pulmões, ainda de cabeça baixa, chorando. E lentamente erguendo a cabeça, e mesmo sem o ver, sabendo que ele estava atrás dela, ela continuou. - É isso tudo mesmo! Você tá certo! Você não precisa ficar comigo, sua luva maldita! Vai embora!
- Bom. Quem sou eu pra falar qualquer coisa? - ele voltou a circulá-la. - Eu já vi esse filme antes. Você não me pediu pra ir embora antes. Estava curiosa, queria saber até onde isso ia. Poderia dizer até que teve um empurrãozinho de algum roteirista. E você reluta porque sabe que eu salvei sua vida. Sabe que seu destino poderia ter sido mais trágico. Pior, outras pessoas poderiam ter tido esse destino. - E então ele parou de frente para ela.
Flambarda se calou. Ela sabia que era verdade e que ela estava em contradição. As lágrimas iam parando aos poucos porque o conflito ia se tornando mais forte que a tristeza. Essa sensação que aos poucos ia se tornando raiva por não ser capaz de decidir como prosseguir. Foi quando ela se ajoelhou, e começou a socar o chão do próprio sonho.