- Quem me alertou foi a Fabiana, mas eu tenho uma infeliz coincidência. - Flambarda continuou.
- Diga. - Rain indagou.
- Eu peguei o mesmo metrô que ele estava conduzindo. Só que eu saí ali em Engenho da Rainha, caí na porrada com um malamorfo, derrotei ele, peguei o metrô, e quando peguei sinal ali em Inhaúma recebi essa ligação da Bibi.
- E como ela sabe que sequestraram o Rodney?
- Porque ligaram do celular dele.
- Pode ser clonado.
- E você acha que eu sei ver isso?
- Tem como, mas é meio chato.
- Que merda.
- O que mais você sabe?
- Nada
Um silêncio se fez na chamada por um instante.
- Então tá. Eu vou ver o que eu descubro.
- Não precisa me contar.
- Você vai saber.
- Não, obrigada.
- Até logo.
Eu realmente espero que ele não me ligue, mas ele vai me ligar né? Tinha que ser o filho da puta do Rodney. Eu tenho que pensar como ele pode ter sido raptado nesse tempo que eu tava brigando nas estações e como diabos o metrô continuaria sendo conduzido mesmo sem aquele filho da puta. Vamo, Flambarda, o que você consegue lembrar de informação relevante? - Flambarda estava raciocinando como salvar o Rodney, apesar de tudo. Talvez ele fosse uma peça chave pra entender tudo o que se passa, ou talvez seja só o atual ficante da sua amiga. De qualquer forma. ela parecia ter desculpas o suficiente pra salvar a criatura de sabe-se lá o que está acontecendo. - É muita coisa pra um domingo. Puta que pariu.


