quarta-feira, 27 de março de 2019

Flambarda - A Detetive Elemental #45

- Felipe, vamo explicar isso cozinhando, porque vai dar fome. - Disse Fernanda
- Boa idéia. - Ele disse, levantando-se - Cheguem aqui na cozinha, meninas. - E partiu em direção a cozinha.

Flambarda e Fernanda foram logo em seguida, sem falar muito, ambas se levantaram com alguma dificuldade, sendo que a primeira auxiliou a segunda pois estava em melhor condições para tal. Conforme ia se acostumando com o ambiente, ela passava a prestar mais atenção nas luzes que cruzavam sua visão. Ela já estava tão acostumada com isso que geralmente abstraia e se tornava apenas uma espécie de poluição visual, mas ela gostava de admirar a dança que elas faziam, que era quase como se cada uma daquelas centelhas tivesse vontade própria e estivessem se cortejando perpetuamente. Ela gostava tanto, que esqueceu de ir pra cozinha e foi chamada Fernanda que riu, sem deboche, da admiração da detetive.

- A água ta fervendo, vocês preferem que tipo de molho? - Perguntou Felipe.
- Bolonhesa. - Fernanda respondeu no ato.
- É. Esse não vai dar porque tem que descongelar a carne.
- Ah. Então tanto faz.
- E você? - Ele perguntou a Flambarda.
- Eu? Ah, acho que o molho branco é melhor.
- Beleza. - Ele se dirigiu a dispensa pra pegar os ingredientes necessários e deu a chamada para Brahma. - Vai, explica ai pra ela como as coisas funcionam.
- Ah sim! - Fernanda começou a fazer uns gestos como se tentasse organizar os pensamentos. - Vamos la... Erm... Bom, sabe aquela coisa toda de religião que algumas pessoas estudam e outras não?
- Sim, o que tem?
- Bom, acontece que estudar espiritualidade é importante sim. O problema é que essas porras se misturam todas. Veja bem, você já me escutou chamar aquele puto de Vishnu, bem como outras pessoas me chamando de Brahma. Isso é porque nós temos as bençãos dos deus do Hinduísmo, Brahma e Vishnu.
- O porra, como assim? Então o mundo é politeísta mesmo?
- Vai com calma que a gente não sabe se tem um cara só que segura as três divindades.
- Três?
- Sim. Brahma: criação; Vishnu: manteneção; Shiva: destruição; Brahma cria, Vishnu mantém, Shiva destrói. Essas coisas bem destrutivas são manifestações de Shiva.
- Quer dizer que...
- Sim, você já derrotou uma junto com aquele rapaz lá, mas entenda bem, Shiva destrói as coisas para que as energias delas possam retornar a liberdade. Brahma cria e a energia fica presa nas coisas, Vishnu as mantém para que as coisas aconteçam, e Shiva as destrói e fica nessa punhetação pra sempre.
- Quer dizer que aquele papo de reencarnação é tudo verdade?
- Vai com calma, girl. - Disse Felipe. - Esse papo de alma aí é outro departamento.
- Mas ela acabou de dizer que as energias voltam.
- Pois é, mas a alma é outro departamento. Você vai ter que falar com o Enma-daiou pra isso.
- QUÊ!? O ENMA!? - Flambarda fez uma cara de estupefacta e levou as mãos a boca. - Cê tá de zoa.
- É mas... a gente não conhece o Enma. - Disse Felipe.
- Pois é. - Completou Fernanda. - Eu também não conheço, mas eu só gostaria de conhecer o filho dele.
- Não é, Fernanda?
- É sim.
- Tá, tá, tá. - Disse a detetive, mas quando ela ia continuar.
- Ta-ta-ta-ta-ta-ta-ta-ta-ta-ta-ta. - O jovem sacaneou e Flambarda inflou as bochechas.
- Ok, ok. Vamos voltar a explicação. - Disse Fernanda batendo palmas para chamar a atenção, mas Felipe interrompeu novamente.
- Ó. O macarrão ta pronto, aqui estão os pratos. - Ele falou pegando os pratos em um armário. - Aqui os talheres. - Ele disse após por os pratos na bancada e abrir a gaveta de talheres. - Agora vocês que se sirvam aí. - E jogou os talheres sobre a bancada.
- Erm... Nem queria explicar a ladainha pra Flam mesmo. - Ela disse apanhando o pegador de macarrão e obtendo uma porção razoável.
- Engraçadinha você, #sqn.
- Obrigado, querida. Sempre imaginei que tinha talento pro humor.
- Não deve ter talento nem pra rebolar essa bunda magra aí.
- Iiiiih! Desafiou, Fernanda. - Felipe provocou.
- Partiu então rebolar a raba depois do macarrão? - Chamou Fernanda
- Ja é. - Disse Flambarda colocando a comida no prato.
- Aí, Felipe, tu é mó sortudo, quando é que você vai conseguir duas mulheres rebolando a raba até o chão na sua casa de novo?
- Sei lá, eu vou é filmar. - Ele respondeu.
- Teu cu. - Disse Flambarda após uma garfada, - Você vai é prestar bastante atenção pra julgar quem tem o melhor rebolado.
- Mas não seria mais fácil com vídeo?
- Pra minha bunda ficar aparecendo no XVideos!? Teu cu.
- Ah, sério que você tá com medo disso? - Perguntou Fernanda.
- Sério que você quer falar disso? - A detetive olhou de rabo de olho para Brahma. Que entendeu o recado.
- Ok. Ok. Nada de filmar, Felipe.
- Aaaaaaah...
- Tem muita bunda pra tu tocar punheta no XVideos, não te dei autorização nenhuma pra usar a minha.

Após essa frase, eles comeram em silêncio, e assim que terminaram, a própria Flambarda estava pronta pro embate e se levantou da cadeira quase que em um salto, deu uma rebolado aqui, deu uma rebolada acolá, pegou o celular, viu que não tinha nada na rede social, abriu o youtube e entregou na mão de Fernanda.

- Pode escolher a música. - Disse a detetive.
- Posso mesmo? - Perguntou Fernanda.
- Pode.
- Pera, pera, pera. - Interrompeu Felipe. - Precisamos das regras.
- Que regras?
- É, uai, vocês vão só rebolar e é isso aí? Não, vocês precisam ser mensuradas nas suas capacidades tanto individualmente e em conjunto.
- Que? - Elas perguntaram em uníssono.
- É. Porque não rebola uma de cada vez pra mesma música e eu escolho?
- Nada, ela escolhe, mas pode deixar que certamente é uma de cada vez. - Disse Flambarda.
- Então segura essa. - Disse Fernanda já se preparando pra rebolar, retirando a calça e ficando só de camisa e calcinha.

Fernanda havia escolhido funk putaria mesmo pra rebolar. Ela mandou tudo o que sabe por 1 minuto, e deixou Felipe bastante impressionado, até que chegou a vez dela, Flambarda que também estava só de camisa e calcinha, e meteu em um minuto um rebolado que deixou os dois boquiabertos com tamanha habilidade de rebolação de raba.

- Ca-ra-lho. - Disseram Fernanda e Felipe em Uníssono.

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